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Eficiência na Gestão Condominial: Por que Ela é Essencial para o Síndico Moderno


Administrar um condomínio é um desafio que exige atenção constante a detalhes financeiros, operacionais e humanos. Para o síndico, alcançar a máxima eficiência na gestão não é apenas uma meta, mas um caminho para garantir mais tranquilidade, economia e qualidade de vida aos moradores.

Planejamento: a base de tudo

Tomar decisões sem um bom planejamento pode gerar desperdícios e retrabalho. Um síndico eficiente busca sempre estudos comparativos antes de aprovar investimentos, garantindo que cada real gasto realmente traga retorno ao condomínio. O planejamento estratégico permite prever problemas, antecipar soluções e manter a saúde financeira em dia.
 
Controle total e transparência

A tecnologia já permite que o síndico tenha acesso online a informações sobre equipamentos, contratos e serviços do condomínio. Isso facilita não apenas a administração, mas também a transparência com os condôminos. Quando todos têm acesso a dados claros e atualizados, a confiança cresce e os conflitos diminuem.
 
Reduzindo custos sem comprometer a qualidade

Uma boa gestão não significa cortar gastos de forma aleatória. Pelo contrário: trata-se de identificar desperdícios e substituir processos caros por soluções mais inteligentes. Muitas vezes, é possível reduzir custos e, ao mesmo tempo, melhorar a segurança e o conforto dos moradores.
 
Automação e tecnologia a favor do síndico

Os sistemas de automação predial e residencial estão cada vez mais acessíveis. Hoje, controles que antes dependiam de equipamentos caros podem ser feitos por aplicativos simples, diretamente em um smartphone ou tablet. Monitoramento remoto, relatórios em nuvem e alertas em tempo real já fazem parte da realidade de muitos condomínios – e o síndico que investe nisso ganha agilidade e eficiência na gestão.
 
Gestão de serviços e fornecedores

Segurança, limpeza, manutenção, portaria remota… o condomínio depende de diversos prestadores de serviço. Por isso, organizar cronogramas de tarefas, acompanhar equipes de campo e comparar o desempenho de fornecedores é fundamental. Relatórios periódicos e indicadores claros ajudam o síndico a negociar melhores contratos e manter o padrão de qualidade sem surpresas no orçamento.
 
Consultoria: uma aliada importante

Antes de contratar novos fornecedores, contar com apoio de consultoria ou empresas especializadas pode evitar escolhas equivocadas. Ter acesso a comparativos de preços e diferenciais de cada parceiro dá mais segurança ao síndico e garante melhores resultados para o condomínio.
 
Conclusão

A eficiência na gestão condominial não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para o síndico moderno. Com planejamento, transparência, tecnologia e boas práticas de gestão, é possível reduzir custos, valorizar o patrimônio e, principalmente, proporcionar uma convivência mais harmoniosa e segura para todos os moradores.

Tudo sobre automação predial em condomínios

Por Thais Matuzaki
Publicado no portal SindicoNet

Fontes consultadas: Marjorie Albuquerque (síndica moradora e diretora de Marketing do SíndicoNet); José Roberto Muratori (consultor e projetista de Automação Residencial e Predial) e Fúlvio Stagi (síndico profissional).

Saiba o que é automação predial em condomínios, benefícios, como automatizar, cuidados, requisitos, valores e 11 soluções para áreas comuns dos empreendimentos

A automação já faz parte do dia a dia de qualquer pessoa, muito por conta do advento da internet e do celular. Pedir à Alexa para tocar sua música preferida ou mesmo apagar as luzes de casa apenas com um comando de voz é o maior exemplo disso. Enquanto a automação predial em condomínios está na portaria remota, lockers, na caixa d'água e até na piscina.

Há diversas soluções de automação para as áreas comuns de condomínios, que podem trazer conforto, economia e eficiência. Ainda assim, mais do que desligar ou ligar equipamentos, a tecnologia é aliada do síndico.

Esta matéria mostra o que é automação, benefícios, o que precisa ser feito para automatizar sistemas, além de falar sobre cuidados, requisitos, valores e 11 soluções existentes no mercado de automação predial em condomínios para você levar para o seu empreendimento. Confira!

 O que é automação 

Como a própria palavra já indica, automação é uma forma de executar tarefas do dia a dia de maneira autônoma, com o uso de dispositivos eletrônicos inteligentes (sensores e centrais) conectados a um software.

A interferência humana se dá na programação desses mecanismos, para que possam detectar e interpretar situações e, então, entrar em ação. A automação é extremamente lógica, criada com base em parâmetros e comandos, como "se eu abrir a porta, liga-se a TV e abre-se a persiana”. 

Automação em edifícios

A automação surgiu primeiramente no setor industrial, depois tornou-se comum em estabelecimentos maiores como shoppings e aeroportos, para então chegar aos edifícios corporativos, e por fim, em casas e condomínios residenciais. 

Segundo o consultor e projetista de Automação Residencial e Predial José Roberto Muratori, até bem pouco tempo atrás, em 2007, por exemplo, era difícil encontrar condomínios residenciais com áreas comuns automatizadas. "Os custos de implantação eram muito altos e poucos sabiam instalar, programar e manusear esse tipo de tecnologia", justifica.

Para Marjorie Albuquerque, síndica moradora e diretora de marketing do SíndicoNet, essa visão da automação em condomínios residenciais vai ficando cada vez mais comum com o passar do tempo.

"Você vê sistemas de automação em toda cidade, mercado, shopping, no prédio onde trabalha, daí traz para sua casa, até começar a se questionar do porquê seu condomínio não usufrui de nada disso ainda", afirma Marjorie. 

E na visão de Muratori, a portaria remota também abriu espaço para que outros sistemas fossem automatizados dentro dos condomínios. "Na verdade, trazer a tecnologia para esse lugar provocou a necessidade de otimizar outras atividades manuais, como acender e apagar a luz, sob o pretexto de economia e eficiência operacional", reforça Muratori.


De maneira geral, outros fatores podem ter motivado a busca pela automação em condomínios residenciais:

  • Novos ambientes, com usos diferenciados; 
  • Pauta sustentável voltada para redução no consumo de água e energia;
  • Necessidade de segurança ainda maior;
  • Uso do celular e forte tendência à gestão remota; 
  • Gerenciamento integrado da operação do condomínio.
  • Benefícios da automação predial em condomínios

Além de Marjorie e Muratori, o síndico profissional Fúlvio Stagi também nos ajudou a elencar os benefícios da automação predial em condomínios. Confira abaixo:

  • Prevenção contra problemas;
  • Economia financeira e de recursos naturais (água, gás e energia);
  • Otimização do tempo de funcionários e síndico;
  • Mais conforto e segurança para os moradores;
  • Redução na possibilidade de erros humanos;
  • Facilita a gestão;
  • Colabora com a manutenção predial como um todo;
  • Permite o controle de diversos processos de forma remota (extremamente útil em situações de emergência);
  • Mapeia, armazena e processa dados que contribuem para manter a saúde do sistema do edifício;
  • Com os relatórios que a maioria dos softwares oferecem, a prestação de contas também fica mais tranquila. Estar registrado em sistema é um argumento e tanto para o síndico;

Valorização do patrimônio.

"Tomando como exemplo, conheci dois empreendimentos com conceitos bem parecidos, localizados numa mesma região, mas de construtoras diferentes. Aquele que tinha automação conseguiu vender as unidades muito mais rápido", relembra Muratori.

Como ter automação predial em condomínios

Resumidamente, existem componentes que são fundamentais para automatizar um sistema dentro do condomínio, tais como:

  • Estrutura de conexão banda larga de alta velocidade (com fio e sem fio, mas opte preferencialmente pelo Wi-fi para evitar ajustes de infraestrutura);
  • Softwares (instalados no computador ou celular) para que dispositivos e equipamentos troquem dados e se comuniquem de maneira correta;
  • Aparelhos inteligentes (smarts).

Cuidados antes de automatizar o prédio

Fúlvio deixa um alerta para os síndicos de que não basta apenas adquirir equipamentos de última geração, sem uma internet de alta qualidade e cabeamento apropriado. "Na falta de uma infraestrutura correta, você perde o potencial do produto", argumenta.

Já Marjorie aponta para a questão da compatibilidade entre os aparelhos e os softwares de automação. De acordo com ela, existem muitos gratuitos e estrangeiros que causam certa desconfiança tanto em relação à segurança de dados quanto ao funcionamento em si. 

Além disso, em março de 2023, a Kaspersky, líder em tecnologia no desenvolvimento de software de segurança cibernética, divulgou uma pesquisa que confirmou que um em cada quatro sistemas de automação de edifícios foi alvo de ataques de hackers e golpistas. Isso demonstra a baixa segurança dos computadores que controlam os sistemas de automação predial.

Hackers podem tentar roubar credenciais ou manipular sistemas de vigilância em benefício próprio, auxiliando na prática de outros crimes ou mesmo para interromper completamente o funcionamento de um edifício.

Para se prevenir contra isso, a empresa de segurança aconselha a criação de equipes de TI qualificadas, bem como a montagem de uma infraestrutura que conte com soluções de proteção confiáveis. 

Todo condomínio pode ser automatizado?


Pode ser que nem todo condomínio tenha condições de receber automação sem que seja necessário alguma intervenção no cabeamento, como é o caso das edificações mais antigas.

Em contrapartida, os novos empreendimentos já são entregues com sistemas automatizados ou, no mínimo, com instalações modernas que facilitem essa implantação futuramente. 

Por isso, antes de sair trocando todos os dispositivos do condomínio por dispositivos inteligentes, o mais recomendado é contar com a orientação de especialistas, como projetistas, instaladores, programadores, eletricistas e os próprios técnicos dos respectivos sistemas. 

O projeto de automação oferece uma visão ampla sobre planejamento, dimensionamento e integração dos equipamentos, infraestrutura de cabeamento, conectividade e otimização das redes de voz, imagens e dados.

"Se o condomínio tem problemas pontuais em determinado sistema, algo mais sério e emergencial, vale a pena chamar um especialista da área para automatizar. Mas pensando numa visão mais macro, de economia e eficiência operacional,  o projeto é a melhor opção", defende Muratori. 

Marjorie conta que passou a pensar na automação de alguns sistemas do seu condomínio depois de iniciar uma obra no seu apartamento. Para ela, conduzir esse projeto em casa e no condomínio é bem diferente.

Isso porque em casa, o foco muitas vezes é o conforto e a praticidade, enquanto nas áreas comuns do condomínio o que brilha os olhos dos condôminos é o lado econômico. 

"Falar de automação em condomínio é muito mais pragmático. Não questionam se a tecnologia é realmente confiável, mas sim, o quanto vão economizar com ela. Para os moradores aceitarem a ideia, tem que provar em números a eficiência do sistema. A portaria remota obteve sucesso por isso, fez conta", reitera Muratori.

O mais importante é o condomínio começar seu processo de automação definindo quais as prioridades, tais como segurança ou economia, e fazer as contas. 

Pode ser que nem todo condomínio seja válido investir em automação. Em um prédio pequeno como o de Marjorie, que possui dez apartamentos e orçamento limitado, talvez compense aplicar soluções mais simples e caseiras. Neste caso, os benefícios da automação não seriam tão impactantes frente ao investimento.

Outra questão que precisa ser levada em conta é o perfil dos moradores. Muitos podem ser resistentes e ter dificuldades em manusear sistemas automatizados e celulares, como os idosos.

Valores para implantar sistemas automatizados no condomínio

Para o projeto de automação do apartamento de Marjorie, com foco em iluminação, porta, TV, ar-condicionado e som inteligentes, além de repetidor de sinal Wi-fi, a síndica moradora chegou a receber orçamentos na faixa de R$ 40 mil a R$ 50 mil, fora os equipamentos.

Em contrapartida, de acordo com os síndicos usuários e entusiastas da automação, Fúlvio e Marjorie, os aparelhos smarts estão com um preço cada vez mais acessível. Além disso, dispensam manutenção mensal.

Assim, o que de fato pode encarecer a automação de um condomínio é o projeto, pois até mesmo a instalação consegue ser viabilizada com as empresas de manutenção dos respectivos sistemas, como portão, bombas, elevadores, etc.

De acordo com Muratori, o custo de um projeto de automação condominial é muito variável, não só em função do tamanho e diversidade das áreas comuns que devem ser controladas, como do escopo pretendido. 

Ele indica um formato de negócio que permite baratear um projeto de automação para condomínios no qual é elaborado um estudo inicial desenvolvido por projetistas e consultores, que não tem interferência na venda de equipamentos e sua instalação.

"Nesta etapa, é detalhada a infraestrutura necessária e a especificação dos equipamentos e soluções, assim, seu custo pode ser muito parecido com os valores de outras disciplinas como instalações elétricas, hidráulicas, etc.", explica Muratori. 

Importância da automação aliada à integração

Para o especialista, tornar uma edificação realmente inteligente não significa apenas a instalação de alguns sensores e automação de alguns processos, ainda que isso já traga importantes benefícios.

O processo efetivo envolve a atuação integrada de diversas disciplinas, como arquitetura, design de interiores, instalações elétricas, ar-condicionado, ventilação, pressurização, luminotécnica, prevenção e combate a incêndios, segurança eletrônica, alarmes, controle de acesso, automação entre outras. É devido a disso que o projeto de automação predial em condomínios é fundamental. 

"De que adianta o síndico conseguir olhar pelo celular que a academia está com todas as lâmpadas ligadas e o zelador já não está no condomínio para acioná-lo? Claro que contar com um sistema super eficientes já faz diferença, mas quando tudo está integrado, você têm um melhor aproveitamento", afirma Muratori.

Conheça 11 soluções em automação predial em condomínios

A automação é uma tecnologia que vive em constante avanço, mas o SíndicoNet fez uma pesquisa pelo mercado e elencou algumas soluções que já são possíveis de implementar nos condomínios. Confira:

1. Caixas d'água e bombas hidráulicas

Existem sistemas que monitoram o funcionamento das caixas d’água em conjunto com as bombas hidráulicas. Eles avisam se os reservatórios estão transbordando ou em nível crítico, bem como se há sobrecarga nos motores ou qualquer outro problema nas bombas. 

Assim, quando a caixa d’água superior estiver cheia, por exemplo, a bomba começa a trabalhar automaticamente para enviar água à caixa inferior até chegar ao volume desejado e, então, parar de bombear.

Além disso, se a caixa inferior estiver com pouca água, o motor das bombas também para de funcionar, uma vez que, nessas condições, corre-se o risco dos equipamentos queimarem.

Os responsáveis cadastrados no sistema (síndico, zelador, manutencista e administradora) são alertados pelo celular assim que detectado algum problema, e em alguns casos, é possível acionar a empresa de manutenção das bombas ou mesmo a concessionária automaticamente. 

Além da prevenção e do controle adequado dos recursos (energia e água), a automação acaba  otimizando o trabalho do zelador, que não precisará se locomover até as caixas para acionar manualmente as bombas.

 2. Controle de acesso

Segundo Fúlvio e Muratori, o controle de acesso (portões de pedestre, veículos e portas de áreas comuns) é o local do condomínio que não dá mais para ser analógico. Para eles, é uma questão tanto de segurança quanto de usabilidade, e delegar uma pessoa para abrir ou fechar ambientes se prova ultrapassado e arriscado hoje em dia. 

Como vimos nos parágrafos anteriores, a portaria remota é uma forma de automação do controle de acesso dos condomínios, que já está definitivamente consolidada no mercado. Uso de QR Code no celular, leitura das placas dos automóveis e reconhecimento facial são alguns formatos.

É possível enviar convites (QR Codes) para o celular dos convidados de um morador que alugou o salão de festas ou para um prestador de serviço que vai realizar um trabalho no condomínio. 

Pensando em manutenção e segurança, a portaria remota sinaliza, ainda, se o portão está aberto por muito tempo, indicando que existe algum problema técnico ou alguém o esqueceu aberto.

As portas de outras áreas do condomínio, como academia, brinquedoteca, piscina ou salão de jogos, também podem ter abertura e fechamento programados conforme as regras do regimento interno (horários, proibição a visitantes, etc).

Ainda assim, Fúlvio acredita que a portaria autônoma é a maior tendência em automação do controle de acesso em condomínios para os próximos anos.

"É uma solução que dá independência ao morador, sobretudo em relação a visitantes. Ao receber uma ligação de áudio e vídeo direto no seu celular, ele vê quem está falando e libera a entrada", comenta.

 3. Leitura de água, gás e energia

Hoje em dia, sistemas como individualização de água e gás são uma forma de automação, capaz de elaborar relatórios de consumo, com envio das informações em tempo real para a administradora, e ainda detectar vazamentos.

Além disso, em caso de falta de energia, sistemas automatizados podem acionar o gerador ou o nobreak automaticamente. 

4. Iluminação 

Todas as luzes das áreas comuns de um condomínio podem ser automatizadas, seja por comandos de programação de acordo com horários, estações do ano ou por sensores que detectam a presença de pessoas. 

No condomínio de Marjorie, a iluminação é controlada por timer. "Todas as luzes são programadas para ligar às 5h, mas no verão ou inverno, ainda preciso que o zelador faça o ajuste manual, algo que automação já pode nos ajudar", prevê. 

Mais do que ligar ou apagar luzes, a automação da iluminação faz o controle da intensidade também, criando cenários ou inibindo alguns comportamentos. 

"Na brinquedoteca, por exemplo, as crianças podem deixar tudo ligado. Com a tecnologia, podemos programar para baixar a luminosidade às 21h45, 'expulsando' os pequenos aos poucos sem que zelador ou síndico tenham que se indispor com eles, de modo que às 22h tudo é apagado", detalha Muratori. 

Em condomínios com iluminação nos jardins, criando cenários que valorizam o empreendimento, a automação também ajuda a economizar energia, pois permite que as luzes se acendam automaticamente apenas nos locais por onde as pessoas estão passando. Dessa forma, elas não ficam acesas durante a noite toda. 

5. Irrigação de jardim

De acordo com Muratori, de certa forma a automação substitui algumas tarefas mais burocráticas, as quais nem sempre o responsável está preparado para fazer. 

O que pode ser o caso da rega do jardim que fica muita vezes nas mãos do zelador ou faxineiro, os quais podem encharcar as plantas e gastar água sem necessidade.

Com a automação da irrigação dos jardins, a rega é automática de acordo com horários, condições climáticas e umidade do solo. Ou seja, o sistema avisa quando é necessário fazer o serviço, enquanto alguns modelos até acompanham aspersores que, de fato, regam o espaço com a quantidade exata de água. 

6. Elevadores

Os elevadores são um dos itens que exigem maior cuidado na hora de fazer a automação, pois não são tão integráveis, envolvem segurança e obedecem a legislações específicas. 

Uma tendência da pandemia é o sistema de chamada antecipada de elevador, que informa o andar desejado nos terminais localizados no hall de entrada do prédio; confirma o destino e indica qual equipamento estará disponível, sem qualquer toque do passageiro. 

A automação da iluminação da cabine dos elevadores também é uma opção, pois faz com que as luzes se acendam apenas quando o elevador for acionado ou estiver ocupado. 

Manutenção de elevadores de condomínio

Além disso, sensores podem ser instalados no equipamento para prever possíveis falhas de funcionamento, inclusive, com acionamento automático da empresa de manutenção. 

Com olhar lá na frente, Fúlvio se inspira nos hotéis e já estuda a ideia de colocar um sistema de reconhecimento facial no elevador dos condomínios que administra. 

"Ele estará atrelado ao andar em que a pessoa mora ou vai visitar, sem precisar apertar nada. Além disso, o movimento do equipamento já fica integrado ao banco de dados para controle de acesso, registrando quem entrou, para onde foi...", descreve. 

7. Câmeras

Outra aplicação da automação predial em condomínios está nas câmeras, cujas imagens podem ser exibidas em tempo real através do aplicativo da portaria remota, por exemplo. 

Totalmente digitalizadas, as imagens ficam armazenadas na nuvem, em segurança, e podem ser verificadas remotamente a qualquer momento pelo síndico.  

Muitas câmeras são inteligentes a ponto de utilizarem tecnologia de reconhecimento facial ou barreiras virtuais para identificar situações de risco à distância e acionar alertas, eliminando falhas humanas e alarmes falsos. Aquela história do porteiro ter que olhar todas as telas de CFTV incessantemente é passado com esse tipo de automação.  

8. Piscinas

Diversos sistemas automatizados podem ser aplicados em piscinas de condomínio, com o objetivo de controlar, por exemplo: 

  • Bombas (fluxo de água, ciclos de filtragem e função liga-desliga);
  • Iluminação; 
  • Segurança (sistema desliga automaticamente a bomba da piscina caso o ralo entre em contato com algum objeto ou pessoa);
  • Robô de limpeza;
  • Jatos de água de fontes ou cachoeiras;
  • Qualidade da água (sistema de monitoramento dos níveis de sal e cloro, bem como a presença de bactérias e algas);
  • Aquecedor (programação e regulação da temperatura à distância);
  • Coberturas retráteis;
  • Sistema oculto de retorno da água (para deixar a água em movimentação constante e não atrair insetos causadores de doenças);

Entre outros.

 9. Saunas

Além de programar o horário que a sauna poderá ser ligada, existem automações que condicionam o acionamento dela somente se for detectada a presença de alguém. Ou seja, mais uma tarefa que o zelador está dispensado. 

10. Encomendas, correspondências e delivery

Os armários inteligentes (lockers) também são uma forma de automação predial que já se consolidou no mercado condominial. Quando uma encomenda é depositada no armário inteligente pelo entregador, o morador é notificado em seu celular (aplicativo, SMS, e-mail, whatsapp) para fazer a retirada, livrando porteiros e zeladores de tal tarefa.   

Sabe aquela preguiça de descer até a portaria para buscar o delivery? Parecia distante, mas os drones já estão executando essa função dentro dos condomínios. 

No pioneiro Soho, residencial localizado em Nova Lima (MG), existe um serviço comercial de entrega por drones terrestres. Além de contar com um sensor para desviar de obstáculos, a partir da tecnologia 4G o carrinho se locomove por rotas pré-programadas a uma velocidade de 12 a 15 km/h, e segue monitorado por uma central.  

"O robô faz uma rota automatizada e se tiver que fazer, por exemplo, uma parada, ou alguma mudança de trajeto, o nosso operador, via 4G remotamente, consegue assumir o comando dele e fazer o caminho ou a alteração necessária de trajeto”, disse Thiago Calvet, um dos idealizadores do projeto, ao G1.  

No futuro, a expectativa dos desenvolvedores do robô delivery é implementar um dispositivo que vai permitir que ele somente seja aberto para retirada da encomenda ao reconhecer o rosto do morador que fez o pedido. 

A automação das entregas por meio de drones se traduz em comodidade para os moradores e otimização do trabalho da equipe da portaria. 

11. Alarme de incêndio

Outro sistema predial que exige um cuidado especial na hora de pensar em automação, pois estamos falando de segurança.  

Por si só, ele já é automatizado, afinal, quando os sensores detectam fumaça ou fogo no local, o painel de controle ativará um alarme sonoro para alertar as pessoas e liberar água.  

Uma automação interessante no alarme de incêndio são os detectores de fumaça inteligentes que enviam notificações para o celular de síndico e zelador (e se preferir até para os moradores) automaticamente. 

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Artigo publicado em outubro de 2023 no Portal Sindiconet

Tecnologias de construção inteligente: exemplos e oportunidades

Fonte
Uma evolução está acontecendo lentamente em todo o mundo e em todos os setores da chamada "construção inteligente". Podemos acreditar que a tecnologia é a ponte viável para esta transformação dos processos tradicionais em modernos. A tecnologia emergente de construção inteligente também está deixando sua marca no processo de revolução em andamento.


Usando estratégias de desenvolvimento de IoT, a tecnologia fornecida está revolucionando a proficiência operacional de um edifício. A demanda por edifícios integrados à tecnologia inteligente está crescendo em popularidade e, até 2027, o valor previsto do mercado global de edifícios inteligentes é de US$ 131,5 bilhões.

O que significa tecnologia de construção inteligente?

A tecnologia de construção inteligente refere-se às ferramentas implantadas em um edifício normal para convertê-lo em um edifício “mais inteligente”. Essas ferramentas aprimoram o processo operacional e estabelecem maior nível de automação e melhor capacidade de resposta às necessidades dos ocupantes e também às condições externas.

A integração eficaz da tecnologia de construção inteligente garantirá a transformação do seu local de trabalho. Um ambiente de trabalho saudável com gerenciamento econômico pode ser estabelecido no escritório.

Tecnologias de construção inteligente: exemplos

Escritórios Inteligentes

Um grande número de pessoas trabalha diariamente nos escritórios e o uso ineficiente de recursos pode prejudicar o seu orçamento e o dos clientes. O uso ineficiente de recursos e a má gestão do orçamento podem bloquear o crescimento da empresa.

Portanto, é uma ótima ideia optar por tecnologias de edifícios inteligentes para escritórios. Sistemas prediais inteligentes sincronizados com sensores IoT oferecem uma grande oportunidade para minimizar custos, redução de desperdício e gerenciamento de espaço.

Exemplo

A construção de ponta, moderna e eficiente, é um exemplo inspirador de escritórios inteligentes. Desde o gerenciamento do posto de trabalho e a geração de energia a partir de painéis solares até a coleta de água da chuva e a pulverização sobre as áreas verdes próximas, a tecnologia de ponta faz tudo...

Hospitais Inteligentes

A tecnologia inteligente também está espalhando sua influência no setor de saúde. Diagnósticos alimentados por IA, dados de saúde e práticas de cuidados apoiadas pela tecnologia são possíveis em hospitais inteligentes.

Exemplo

Sint-Maarten Hospital é um hospital inteligente padrão. Os pacientes têm acesso às ferramentas que controlam as funcionalidades do quarto e do seu estado de saúde. A comunicação aprimorada também é observada entre o paciente e a equipe médica.

Data Centers inteligentes

Um data center repleto de tecnologias modernas pode mudar a maneira como gerenciamos os dados. Data centers integrados com tecnologias de construção inteligente oferecem fontes de alimentação contínuas, ativação de sensores para detecção de fumaça e processos de automação em gerenciamento de risco, verificação de segurança e autorização.

Exemplo

O NxtGen é um data center da nova era que pode processar informações inteligentes e dinâmicas. Além disso, servidores ajustáveis de acordo com a energia necessária, sensores de calor e sistemas de gerenciamento para manter a segurança intacta.

Instalações inteligentes de laboratórios

As instalações de ciências  precisam de pesquisa avançada para descobertas avançadas. Essa categoria de serviços geralmente enfrenta desafios como problemas de biossegurança ou perda de propriedade intelectual. Para resolver o problema, as instalações inteligentes de ciências da vida usam sistemas inteligentes para laboratórios, salas limpas e sistemas de armazenamento críticos.

Exemplo


A Develco Pharma, líder global na fabricação de produtos farmacêuticos, usa essa tecnologia avançada para projetar operações e digitalizar a apresentação visual de dados. A solução usada pela empresa oferece monitoramento de segurança, controle de fluxo de ar, detecção de incêndio e muito mais.

Tecnologia de construção inteligente: oportunidades

Aproveite as oportunidades derivadas da tecnologia fornecida para escalar seus negócios mais rapidamente.

Otimização de custos: Com a tecnologia para edifícios inteligentes, os padrões de uso do edifício de escritórios são avaliados e é possível aplicar ajustes para melhorar a manutenção do edifício. Além disso, melhorias nas operações de HVAC e gerenciamento de espaço podem ser feitas usando essa tecnologia para reduzir custos.

Controle automatizado: você obtém o controle automatizado de sistemas de HVAC, iluminação, sombreamento, acesso e segurança de acordo com os dados coletados e avaliados sobre as condições ambientais, o comportamento dos usuários e muito mais.

Prevenção de riscos: Para manter a segurança do edifício, a tecnologia smart building avisa sempre que houver uso anormal de ativos.

Impacto Ambiental Minimizado: Como esta tecnologia avalia o ambiente interno e externo, o comportamento do usuário e outras informações relevantes, possibilita melhorar o consumo de água e energia e também minimizar as emissões.

Conclusão

A tecnologia de construção inteligente está crescendo em popularidade a cada dia que passa devido à sua eficácia em atender uma empresa ou negócio com precisão. Desde o gerenciamento de custos e a melhoria do uso de recursos até a preservação do meio ambiente, a tecnologia de construção inteligente atende a todos os propósitos.

Ao utilizar a tecnologia de construção inteligente, você obtém custos reduzidos, melhor uso de ativos e uma abordagem ecológica, além de fazer com que seus negócios cresçam.

Redefinindo os prédios inteligentes: foco nas pessoas

Fonte: RTInsights 

As empresas começam a perceber que os edifícios inteligentes podem agregar mais valor na otimização do espaço e na produtividade dos funcionários do que simplesmente reduzir os custos de energia.

A maioria das discussões sobre edifícios inteligentes aborda o gerenciamento de instalações. Um edifício pode usar sistemas em tempo real para monitorar e gerenciar segurança, HVAC, iluminação e gerenciamento de energia. Outras áreas de aplicações de ponta incluem lobbies e elevadores inteligentes.

A pandemia aumentou a necessidade de contar com sistemas mais inteligentes e intuitivos. Os empregadores devem fornecer garantias de que seus trabalhadores estarão seguros. Eles precisam de soluções em tempo real que ajudem a monitorar e reforçar o distanciamento social de seus funcionários e a qualidade da saúde ambiental em cada sala.

Eles também precisam de sistemas de gerenciamento de visitantes que façam mais do que apenas registrar uma pessoa quando ela entra em uma instalação. Em muitos casos, os visitantes precisarão ser rastreados (por ex: uma rápida verificação de temperatura) e ter seu movimento ao longo do edifício rastreado para garantir que os quartos não estejam superlotados.

Uma abordagem mais inclusiva para edifícios inteligentes

Edifícios inteligentes tradicionalmente fornecem controle aprimorado sobre os aspectos físicos do gerenciamento seu funcionamento. Os sistemas em tempo real que gerenciam esses recursos contam com sensores integrados e elementos de sistemas IoT para capturar dados e derivar  suas análises baseadas em IA.

Agora, muito mais é necessário para atender às demandas do "novo normal", conforme as pessoas voltam ao escritório. Especificamente, o que é necessário é uma transição de sistemas de edifícios inteligentes legados, muitas vezes proprietários, para sistemas baseados em uma arquitetura aberta que permite que sistemas de edifícios inteligentes discretos trabalhem juntos de forma sinérgica.

A economia de custos ainda impulsiona a necessidade de sistemas de edifícios inteligentes. Mas agora, as empresas, gestores e proprietários de edifícios percebem que há mais valor na otimização do espaço e na produtividade dos funcionários do que simplesmente reduzir os custos de energia. Como tal, novos sistemas são necessários para:

  • Medir a ocupação em tempo real em todo o edifício: Se os níveis de densidade forem muito altos em qualquer sala ou área comum, o sistema deve ser capaz de iniciar um processo de reduzir a ocupação.
  • Monitorar até o nível do assento: Saber se ou quando alguém se sentou em uma estação de trabalho ou ocupou uma sala é necessário para coordenar a limpeza e desinfecção das superfícies.
  • Controlar a qualidade do ar: em vez de apenas monitorar as condições ambientais, os edifícios inteligentes devem reagir dinamicamente em tempo real e fazer ajustes. Se o número de pessoas em uma sala começar a aumentar, a ventilação deve também ser intensificada para garantir o fluxo de ar adequado.

    São esses tipos de ações que são necessárias no novo local de trabalho.

A integração de sistemas tão díspares é o futuro dos edifícios inteligentes. A tendência é semelhante ao que está acontecendo no espaço da cidade inteligente. Cidades inteligentes normalmente foram concebidas como entidades monolíticas onde os dados de sensores difusos são analisados ​​centralmente para muitos casos de uso. Esse conceito está mudando, pois a maioria das cidades inteligentes provavelmente será um conjunto de vários espaços inteligentes, incluindo semáforos inteligentes, lobbies inteligentes, rodovias inteligentes, serviços públicos inteligentes, gestão inteligente de resíduos e muito mais.

Automação Predial se torna viável para todo tipo de edificação

Autor: Eng. José Roberto Muratori
Artigo publicado na revista Lumiere Electric. edição 238, fevereiro de 2018

O conceito habitualmente utilizado para definir os sistemas de Automação Predial está sofrendo uma mudança considerável nos últimos tempos. A evolução da tecnologia começa a reduzir o impacto do hardware necessário dentro da edificação e tudo que isto implica, ou seja: dificuldades na instalação, manutenção e operação especializadas, atualizações complexas e caras.

Mas, será que de alguma forma isto pode causar o desaparecimento dos sistemas “tradicionais”, os denominados BMS (Building Management Systems)?

Sistemas mais complexos e que utilizam equipamentos com grande capacidade de processamento embutida e necessitam de uma durabilidade e robustez acima da média continuarão a ser necessários, principalmente em grandes instalações e em situações de uso intensivo. Serão responsáveis principalmente pela operação e controle de sistemas hidráulicos (bombas, etc.), climatização centralizada, sistemas alternativos de energia ou mesmo da iluminação de ambientes de maior porte das áreas comuns. Também podem se integrar a sistemas de prevenção e combate a incêndio ampliando a proteção global da edificação.

Neste cenário podemos enquadrar grandes empreendimentos, como shopping centers, prédios públicos, edifícios corporativos e outros deste porte.

No entanto, existe uma infinidade de edifícios que não se enquadram nesta classificação e que estão hoje à deriva, ou seja, sem contar com sistemas eficientes para sua operação rotineira. Talvez neste ponto seja mais simples estudarmos a edificação pelo seu uso e não pelas suas características arquitetônicas ou construtivas. Então poderíamos começar a discorrer sobre uma série de usos diversos: escolas, igrejas, clínicas, redes de lojas, restaurantes, hotelaria, academias esportivas e assim por diante. Quando pensamos desta maneira, passamos a identificar quais são os problemas operacionais mais relevantes na gestão de cada um destes negócios. E então começamos a perceber como as novas tecnologias de automação podem ser aplicadas em cada situação especifica.

Sem a intenção de fazer uma abordagem completa e exaustiva, pretendemos neste artigo listar alguns exemplos de situações relevantes que normalmente se tornam problemas de difícil solução, ou se não são difíceis de resolver podem se tornar caros, por envolver mão de obra intensiva, ou ineficientes, devido aos custos envolvidos.

Uma rede de lojas, por exemplo, pode desejar um controle unificado de suas instalações, o que pode envolver o acesso de funcionários apenas em horários autorizados, programas de manutenção preventiva e corretiva, estabelecer padrões de iluminação e climatização uniformes em todas as unidades da rede. Além disso, obter dados relevantes oriundos de cada loja para gerar relatórios comparativos entre as diversas unidades com a finalidade de detectar problemas operacionais ou divergências na sua operação. Poderíamos ainda acrescentar sistemas de sonorização ambiente, de digital signage, além de aspectos ligados ao atendimento de clientes (promoções relâmpagos simultâneas, por exemplo).

No caso acima, alguém pode comentar, estamos indo além da “automação” em si, pois começamos a inserir novos elementos ligados a sistemas que normalmente operam de forma independente de um controle central (isto quando existem...). Pois esta ampliação no conceito da automação faz parte desta mudança expressiva que está ocorrendo. Incluir itens como sonorização ambiente, exibição de imagens pré-selecionadas, gestão de pessoas e até aspectos operacionais do negocio no mesmo “cardápio” dos gestores torna-se prático e eficiente. Mas, precisa de um correto planejamento e uma programação bem elaborada para se tornar efetiva e operacional para qualquer tipo de gestor.

Inicialmente, a interface de gestão deve ser a mais intuitiva e simples de usar. Para isto, dispomos de smartphones e tablets que as pessoas já estão acostumadas a portar e usar de forma rotineira. Pronto! Primeira questão resolvida... Neste caso, vamos esquecer das salas de monitoramento complexas, repletas de monitores e operadas 24 horas por operadores treinados. Os gestores podem se manter em seus postos de trabalho, estejam remotos ou localmente posicionados dentro da edificação e serão informados sobre qualquer situação relevante que aconteça. Mas, além destes “alertas”, também terão acesso a uma grande quantidade de dados que normalmente não estariam armazenados à sua disposição. Portanto, poderão elaborar relatórios, estudar aspectos ligados aos custos operacionais e, como já dissemos, fazer analises comparativas entre edificações utilizadas para finalidades similares.

Resolvida a questão da interface intuitiva e funcional com os usuários, ainda restam outras questões importantes para justificar as mudanças que estamos relatando. Uma delas é a questão da instalação destes novos sistemas em edificações já existentes. Esta normalmente é uma questão que pode inviabilizar o uso de sistemas “tradicionais” de BMS em função da necessidade de intervenções tanto na parte civil como na instalação elétrica convencional de um edifício. Aqui também temos boas novidades a favor dos sistemas mais atuais: trata-se de uma instalação bem simples, baseada no uso intensivo de comunicação sem fios, inclusive acesso à rede de dados (local e internet). Atuadores, sensores e outros elementos destes novos sistemas oferecem uma quantidade significativa de “gateways” para diversos protocolos já utilizados em sistemas mais habituais, sejam de segurança, automação elétrica, áudio e vídeo e outros. Portanto, a integração resulta simples, principalmente baseada em recursos de programação, limitando o investimento em novos hardwares.

Mais um aspecto a ser tratado remete à questão da operação e manutenção. Um dos principais problemas ligados ao uso intensivo de sistemas de BMS está na necessidade de manter equipamentos (hardware) fisicamente presente na edificação. Muitas vezes estes equipamentos (principalmente os controladores e módulos das centrais de automação) podem estar abrigados em locais inadequados, tanto para seu uso como para manutenção, além de poderem sofrer riscos elétricos e outros tipos de danos por uso indevido de pessoas não autorizadas. Como os novos sistemas resolvem esta questão? Utilizando a nuvem como principal recurso de processamento e armazenagem de informações. Servidores com capacidade bem dimensionada e com níveis de redundância pré-estabelecidos atuam remotamente e “livram” as edificações deste desconforto operacional. A manutenção local se restringe a alguns sensores e atuadores cujo mau funcionamento será alertado pelo próprio sistema e informado aos responsáveis para a devida correção. Também pode ser citada a vantagem reletiva às atualizações do sistema. o que se dará de forma automática pelo fornecedor do equipamento, sem necessidade de envolver os usuários.

Resolvida assim a questão da viabilidade de instalação física e da operação do sistema, vamos agora tratar da viabilidade econômica destes novos sistemas de automação e integração. Como se trata de sistemas de fácil instalação e que operam de forma descentralizada, naturalmente já obtemos duas vantagens: escalabilidade, ou seja, o sistema pode ser implantado gradativamente conforme disponibilidade orçamentária do contratante e um novo formato de contratação, o que pode envolver o pagamento de mensalidades ao invés de um desembolso significativo como investimento. Ou seja, estamos entrando na era do SAAS (System as a Service) também na automação predial.

Resumindo o que foi dito acima, os novos sistemas de automação predial, normalmente baseados no conceito de IoT (Internet das Coisas) e Cloud (computação em nuvem), apresentam como características principais as seguintes vantagens em relação aos sistemas atuais:

- interfaces simples e intuitivas para os gestores e usuários, possibilitando tanto acesso local como remoto
- instalação bem mais simples, onde o maior tempo será utilizado na configuração e programação e não na instalação física dos equipamentos
- operação e manutenção sem complicação devido ao uso da nuvem como principal elemento de processamento, controle e armazenamento de dados
- baixo investimento se comparado com instalações de BMS convencionais, seja pela reduzida intervenção física, seja pelo modelo de pagamento através de recorrência (mensalidades, por exemplo) que pode envolver comodato dos equipamentos e atualizações automáticas de responsabilidade do fornecedor do sistema

Portanto, se passarmos a observar nossas edificações através de um novo prisma, ou seja, da utilização efetiva para qual ela se presta, vamos descobrir que problemas aparentemente de difícil solução podem ser resolvidos com sistemas simples de instalar, configurar e operar. Além disso, como são amplamente baseados em programação e não em hardware, garantem grande flexibilidade de uso, podendo ser facilmente ajustados para diferentes tipos de usuários ou gestores.

Utilização de tecnologia em edificios de escritórios existentes pode economizar 18% de energia

Fonte: Energy Manager Today

Edifícios inteligentes que utilizam tecnologias interconectadas podem fornecer aos seus proprietários e aos ocupantes economias significativas de energia, conclui um novo relatório do Conselho Americano para uma Economia Eficiente em Energia (ACEEE). Em particular, um prédio de escritórios médio pode economizar 18% de todo o seu uso de energia no edifício através de tecnologias inteligentes.

"Edifícios inteligentes: um mergulho mais profundo nos segmentos do mercado" pelo Christopher Perry, da ACEEE, examina de perto os edifícios comerciais, incluindo escritórios, varejo, hotel e edifícios hospitalares. Publicado em dezembro, o relatório observa que os escritórios representam o maior setor de construção comercial com base no consumo de energia, no número de edifícios e na área do piso.

As tecnologias interligadas, que é como o relatório define "inteligente", oferecem inúmeros benefícios. Os sensores de ocupação, os termostatos inteligentes e outros controles de HVAC podem reduzir o ar condicionado e ventilado para áreas de baixa utilização ou desocupadas de um escritório, informa o relatório. Da mesma forma, controles de iluminação inteligentes diminuem ou desligam as luzes quando os funcionários não estão lá. Perry também destaca saídas inteligentes de energia que controlam as cargas dos plugues dos equipamentos de escritório.

"Essas tecnologias podem exibir dados em tempo real, diagnosticar a operação de equipamentos defeituosos e reduzir o desperdício de energia", escreve Perry. "Embora os operadores de edificações já pudessem agendar seus equipamentos há muito tempo atras, mais recentemente equipamentos podem ser conectados (com ou sem fio) e controlados a partir de um ponto central, respondendo a mudanças de condições dentro e fora do prédio".

Ao mesmo tempo, a tecnologia fornece benefícios não energéticos. "Estudos sugerem que a iluminação e a ventilação melhoradas podem ajudar a aumentar a produtividade dos funcionários", diz o relatório. "Insights com base em dados de construções inteligentes também podem ajudar uma empresa a otimizar o plano de escritório. Isso, por sua vez, pode melhorar a rentabilidade da empresa e aumentar o valor do edifício ".

Perry descreve várias oportunidades de tecnologia inteligente chave para escritórios Classe B nos Estados Unidos - um setor composto por mais de 1 milhão de escritórios e 16 bilhões de metros quadrados totais. Eles são: HVAC, iluminação, gerenciamento de energia e sistemas de informação (EMIS) e teletrabalho.

Com tantos funcionários longe de suas mesas mais da metade do tempo, o teletrabalho pode ajudar a justificar upgrades de construção inteligente, observa Perry. "As empresas da Fortune 1000 estão começando a renovar seus espaços de trabalho para reduzir a energia usada para condicionar o ar e para iluminar esses espaços quando estão vazios", ele escreve.

O relatório também articula os principais obstáculos à adoção. Uma é a falta de submedições em alguns edifícios de escritórios, fazendo os esforços para economizar energia mais difícceis do que uma situação em que os espaços de locação são submetidos à medição própria. Os inquilinos de pequenos escritórios também podem ser desafiantes para alcançar os esforços de eficiência energética, diz Perry. Os desafios adicionais incluem o tratamento de escritórios como ativos de curto prazo, garantindo pagamentos rápidos, os orçamentos menores de escritórios das classes B e C e a segurança cibernética.

Apesar das barreiras, as modernizações e atualizações de edifícios comerciais estão aumentando. No outono passado, o JPMorgan Chase anunciou planos para adaptar mais de 70% de suas agências de Detroit com luzes LED e novos sistemas de gerenciamento de edifícios. E um sistema de iluminação IoT da Gooee está sendo testado no escritório de CBRE em Amsterdã.

Perry vê um futuro brilhante, escrevendo que "quanto mais cedo o edifício comercial médio se torne inteligente, mais cedo os edifícios inteligentes podem se transformar em cidades inteligentes conectadas a uma rede inteligente, agregando valor às nossas vidas e revolucionando a eficiência energética dos EUA no processo".

IoT para Edificios Inteligentes: mudanças de paradigmas

Fonte: IoT for All - Autor: Matt Ernst

Até o momento, não houve nenhum motivo para conectar a internet aos sistemas de automação predial. HVAC, iluminação, proteção contra incêndio e outros sistemas funcionam por conta própria. Eles lêem diretamente entradas (sensores) e controlam diretamente as saídas (válvulas, ventiladores, fechaduras, luzes, etc.) para manter um prédio confortável e seguro.

Por que um gerente de instalação deve se preocupar com a "Internet das coisas" quando praticamente todos os edifícios existentes funcionam bem quando não estão conectados a nenhuma rede externa?

Assim, perguntamos se a IoT (Internet ds Coisas) e os "Edifícios Inteligentes" são apenas um hype de marketing ou podem realmente fornecer valor aos proprietários, gestores e operadores de edifícios? Por que a internet é valiosa para controlar e gerenciar edifícios? Aqui está uma perspectiva do veterano da indústria de automação de edifícios:

"No contexto de edifícios e BMS [sistemas de automação de edifícios], por um lado, temos uma instalação (ou muitas instalações) que são autônomas no sentido de que o seu BAS já opera e gerencia as instalações. O que gostaríamos de fazer é permitir que programas fora da instalação tenham acesso à informação e, possivelmente, até mesmo providenciem metas de alto nível aos controladores dentro das instalações. Em outras palavras, permitir que programas externos façam uso de nosso tesouro de informação. Existem muitos aplicativos para este tipo de acesso: mineração de dados, manutenção, otimização, planejamento, etc. O ponto da IoT não é dizer quais são essas aplicações, mas permitir o uso da Internet para obter acesso a ela. Ao mitigar as barreiras de tempo e de lugar, a IoT permite a criação de novas classes de aplicações que teriam sido extremamente difíceis ou impossíveis antes ". (Dave Fisher, Polarsoft)

No entanto, a indústria IoT em geral tem um ponto de vista radicalmente diferente. A definição de livro-texto da IoT é "a interconexão através da Internet de dispositivos informáticos incorporados em objetos cotidianos, permitindo que eles enviem e recebam dados".

Para muitas indústrias, o valor da Internet das coisas está em conectar e controlar o que ainda não está conectado e controlado. No entanto, a maioria dos edifícios existentes hoje possui redes internas robustas que se comunicam com dispositivos que estão executando funções úteis.

Então, por que os defensores do IoT incluem "edifícios inteligentes" como um caso de uso típico? Para a maioria na indústria de gerenciamento de instalações, os prédios não parecem um ajuste muito bom para o IoT.

Citação:"As previsões de crescimento de IoT tendem a mostrar os edifícios como um componente chave para o crescimento exponencial previsto dos dispositivos conectados." Bill Pardi, Microsoft

Ver gráfico abaixo



Essas previsões geram principalmente suspeitas no mundo dos gerentes de instalações. Para  que todos esses sensores conectados à Internet serão utilizados?

Ao contrário dos casos de uso em todo o resto da paisagem IoT, as "coisas" que compõem os componentes mecânicos e elétricos dos edifícios não são burras. Todos estão conectados e estão sendo usados ​​para fazer atividades úteis. A internet simplesmente não está envolvida de forma alguma. Como diz Dave Fisher,

"[Os edifícios] possuem equipamentos caros e que utilizam energia e muito mais. Esse equipamento contém muitos dispositivos de controle baseados em microcomputadores individuais que controlam e gerenciam todos os tipos de diferentes equipamentos físicos, mecânicos, iluminação, segurança, laboratórios, etc. Todos esses dispositivos precisam ser cuidadosamente comprados, instalados, comissionados, operados. e mantidos. Os seres humanos estão envolvidos em todas essas etapas, e isso não vai mudar em breve ... Há um equívoco comum sobre o IoT que, de alguma forma, é um substituto do BAS existente. Isso simplesmente não é verdade, e seria uma má idéia"

Então, se tudo estiver bem e bom, então por que o crescimento exponencial em dispositivos conectados? Que problemas eles poderiam resolver?

Bem, a primeira pergunta que precisa ser feita é: quais são os problemas que precisam ser resolvidos? A maioria dos edifícios atende seu objetivo de proporcionar ambientes de trabalho e de vida saudáveis, seguros e confortáveis para seus ocupantes?

A resposta em muitos casos é não. Há uma série de maneiras pelas quais os edifícios podem melhorar.

Conforto:
A maioria dos edifícios ainda são desconfortáveis ​​para seus ocupantes. Pesquisas e estudos recentes sugerem que a maioria dos edifícios não atende ao padrão da indústria para o conforto dos ocupantes (ASHRAE 55). Se você já trabalhou em um prédio de escritórios comercial que é de alguma forma muito frio no verão e muito quente no inverno, você pode ter chegado a esta mesma conclusão.

Manutenção:
O equipamento mecânico e elétrico quebra e permanece quebrado por longos períodos de tempo, às vezes sem que a equipe da instalação fique ciente que está quebrado. Isso combina com uma variedade de questões.

O equipamento em condições precárias pode potencialmente criar preocupações com a saúde e segurança, especialmente para instalações críticas, como hospitais e laboratórios. Alguns estudos sugerem que a manutenção reacionária ou corretiva atormenta tanto pessoal de manutenção que leva até 98% por cento do tempo, deixando apenas uma pequena fração para a manutenção preventiva.

Consumo de energia:
Os edifícios representam 40% das emissões globais de GEE e permanecem teimosamente ineficientes. A comunidade de engenharia buscou agressivamente novas tecnologias e abordagens para reduzir o consumo de energia dos edifícios desde a década de 1970 e conseguiu fazer melhorias incrementais. No entanto, há um longo caminho a percorrer.

Uma lista completa das críticas à indústria poderia ser o tema de muitos artigos, mas vou parar e pular para propor soluções. Existe claramente um ímpeto para identificar novas maneiras de melhorar os resultados dos sistemas de edifícios (HVAC, iluminação, proteção contra incêndio, segurança).

A indústria possui capacidade de evolução e melhoria. Por exemplo, considere que há 15 anos, o primeiro edifício em Chicago foi certificado LEED. Agora, há  mais de mil edifícios certificados LEED em Chicago que estão fazendo avanços em direção a práticas operacionais mais sustentáveis ​​e centradas nos ocupantes. Essa é uma boa taxa de adoção sustentada de uma abordagem inovadora para os edifícios operacionais.

Então, se houver espaço para melhorias, e a indústria mostrou que está disposta a adotar novas práticas, então, quais são as melhores maneiras de resolver os problemas que a indústria enfrenta? As forças inovadoras maiores de outras indústrias podem se mover para o espaço de construção? A Internet ou "Internet das coisas" fazem com que os edifícios funcionem melhor?

Sim! Claro! Mas as abordagens semelhantes a IoT serão muito diferentes das outras indústrias. Aqui está uma coleção das melhores idéias "IoT" que eu tenho ouvido no setor. Observe que você não verá "adicionar novos sensores em tudo e conectá-los à internet".

Abrindo o "tesouro" da construção de dados operacionais

A execução de um edifício precisa se tornar um processo direcionado por dados. As plataformas de análise como SkySpark, CopperTree e outros podem extrair dados de equipamentos existentes e produzir informações úteis para que os gerentes de instalações tomem melhores decisões operacionais. O próximo passo lógico para operar de forma mais eficiente é usar a grande quantidade de dados operacionais que atualmente não são utilizados pelos sistemas de controle de construção existentes.

A enorme massa de dados gerada pelos sistemas de automação de edifícios pode ser constantemente monitorada e analisada para encontrar problemas operacionais em andamento (áreas problemáticas a quente, equipamentos ineficientes, sensores ou válvulas quebrados, equipamentos que não desligam).

Encontrar problemas usando um sistema de automação existente é uma tarefa que não só requer um conjunto de habilidades especial, mas assume um grande compromisso de tempo contínuo dos operadores. A maioria dos operadores de edificações não tem tempo para encarar a tela do computador BMS durante todo o dia e pesquisar dados históricos de tendências.

Ao automatizar a análise desses dados e transformá-los em idéias acionáveis, os operadores e gestores podem ser liberados para se concentrar em solucionar problemas, não procurando encontrá-los.

Usando a nuvem para melhorar a infraestrutura do sistema de automação de edifícios

Existe um grande potencial em gerenciar edifícios de forma conjunta. Universidades, governos, grandes instalações comerciais, entre outros, realizaram gestões mais eficientes assim por anos. A maioria precisa ter uma central de comando do sistema de automação onde eles empregam um operador em tempo integral que identifica problemas operacionais e aciona equipes de acordo com a necessidades. A maioria dos edifícios comerciais independentes não tem essa vantagem.

Virtualização - Há muitos edifícios que usam um computador desktop para ser um servidor e um cliente. Um computador tão antigo quanto o edifício geralmente executa o aplicativo, os gráficos e o banco de dados do sistema de automação. Sem mencionar, se a instalação é gerenciada por uma organização com um grupo de TI, muitas vezes desconhecem esse computador autônomo e raramente é corrigido. Isso pode se tornar uma grande ameaça à segurança cibernética. Por que não virtualizá-lo na nuvem? Esta tornou-se uma tendência emergente, mas ainda não conseguiu se tornar efetiva.

Segurança cibernética - a maioria dos sistemas de automação de edifícios são antigos. Eles geralmente não são atualizados até que um upgrade importante seja absolutamente necessário ou algo quebra. A vulnerabilidade da IoT pode causar medo suficiente aos proprietários dos edifícios para fazer algo sobre a segurança cibernética, mas a verdade é que os últimos 30 anos de sistemas de automação não garantidos já deveriam ter sido suficientes para fazê-lo.

Padronização de dados e aplicativos - Se você pode padronizar a saída de dados dos sistemas de automação, você pode começar a escrever aplicativos comuns para analisar esses dados de maneiras úteis. Existem inúmeros fornecedores de BMS (Honeywell, Johnson Controls, Siemens, etc.) e eles não atuam muito bem em conjunto. Eles mantêm seus dados do sistema de automação proprietários ou tornam difícil extrair seus dados de maneira útil. A comunidade de integração de sistemas colocou muito trabalho nos últimos 20 anos para criar soluções para esse problema mas os resultados ainda são incipientes

Novas entradas - Expandir o alcance de BMS

As novas fontes de informação podem ser digitalizadas e usadas para informar a operação de edifícios de novas formas inovadoras? Um exemplo disso é o aplicativo Comfy.

Operadores gastam uma quantidade significativa de seu tempo respondendo a chamadas, importantes ou não, de usuários em seus prédios. O processo de tratamento das reclamações de conforto dos ocupantes sempre foi o mesmo. A equipe da instalação recebe um telefonema, depois coloca-a em uma lista, e vai e investiga o problema potencial.

Novas tecnologias revolucionaram a experiência do usuário de ser um ocupante do prédio, além de rastrear e analisar chamadas quentes / frias. Anteriormente, os ocupantes tinham pouco ou nenhum controle direto sobre seu ambiente e os operadores da edificações tinham pouco ou nenhum dado para entender o quão confortável estavam seus ocupantes. Agora se torna possivel atender ambos requisitos.

A capacidade de um ocupante usar um aplicativo para controlar diretamente a HVAC do prédio é a coisa mais próxima da definição de livros didáticos do IoT para edifícios inteligentes que existe. Não é necessário nenhum novo dispositivo conectado.

Há uma grande oportunidade para que os edifícios adotem novas tecnologias para resolver alguns dos problemas mais irritantes da indústria. No entanto, o valor no IoT para edifícios inteligentes provavelmente não estará na adição de milhões de novos sensores conectados à Internet, mas em novas aplicações de software que usam dados já disponiveis dos equipamentos existentes para que os edifícios funcionem melhor.

Como se adaptar à tarifa branca de energia elétrica

ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE: este artigo foi escrito em dezembro de 2017 quando a regra para tarifa branca ainda era restrita aos consumidores com consumo superior a 500 kW/mes. A partir de janeiro de 2020 praticamente todos os consumidores estarão enquadrados (exceto ligações denominadas de "baixa renda"). Os conceitos expostos no artigo continuam válidos e agora se tornam importantes para uma vasta gama de consumidores, tanto de edificações comerciais, como de condominios e residencias. Para saber as atualizações criadas no programa da ANEEL, clique neste link 


A partir de janeiro de 2018 os consumidores de energia elétrica com consumo superior a 500 KW por mes poderão aderir ao novo tipo de bilhetagem denominado "tarifa branca". Para quem optar pela tarifa branca, o preço da energia mudará ao longo do dia e será diferente para dias úteis e fins de semana. No dias úteis, haverá três faixas de preço: horário de pico, intermediário e fora de pico. Nos fins de semana e feriados nacionais valerá apenas a tarifa fora do horário de pico.

A principio o horário de pico pode variar um pouco entre as diversas regiões do Brasil, mas deve se concentrar no periodo das 18h as 21h.

Pensando nas áreas comuns dos condominios, é necessário fazer um estudo previo e avaliar as possibilidades de aderir a este novo tipo de tarifação. De todo modo, para garantir um desempenho mais eficiente e menores gastos em geral, recorrer a sistemas automatizados pode ser uma excelente forma de poupar.

Vamos dar alguns exemplos tipicos, lembrando que cada situação particular deve ser estudada e avaliada com detalhes.

Bombas de recalque: normalmente estas bombas encarregadas de levar a água dos reservatórios subterraneos para as caixas dágua superiores funcionam conforme é detectado um baixo nivel de agua nos reservatórios superiores. Isto pode ocorrer a qualquer hora e diversas vezes ao dia, dependendo da rotina do prédio. Caso as bombas entrem em operação durante o horário de pico, o consumo será o mesmo mas a conta sairá bem mais cara... Ou seja, um controle automatizado desta operação poderá garantir que não faltará agua no predio mas que o recalque será feito sempre em horários onde a energia é mais barata. Vamos admitir que um controle manual delegado a um operador não conseguiria garantir esta eficiencia, além de ocupar um operador de forma continuada.

Iluminação das áreas comuns: muitos ambientes ficam acesos no horário de pico sem necessidade ou com a intensidade máxima. Em varias regiões durante este horário ainda existe boa luminosidade externa que pode compensar o uso da iluminação artificial e diminuir o consumo de energia. Mais uma vez recursos de automação, como sensores de luminosidade ligados a atuadores das diversas zonas de iluminação podem garantir uma iluminação sempre adequada e com o menor consumo.

Ambientes de uso especifico: aqui se enquadram salas de ginastica, de jogos, brinquedotecas e outras áreas de lazer que podem incluir piscinas aquecidas, quadras de esporte, saunas, etc. Por sua vez. ambientes de serviços como lavanderias, salões de beleza e outros podem necessitar atenção especial. Nestes casos, o seu uso pode ser limitado a certos horários ou se determina que alguns equipamentos permaneçam desligados ou com minimo consumo. Por exemplo, não permitir a ligação de maquinas de lavar roupa durante o horário de pico ou limitar o funcionamento do ar condicionado conforme a temperatura externa ou o numero de usuários que está utilizando o ambiente. Caso seja necessário, a convenção de condominio poderá estabelecer critérios de cobrança para utilização de determinados ambientes ou equipamentos caso sejam utilizados deliberadamente durante o horário de pico. Lembramos que a bilhetagem também poderá ser feita atraves do sistema de automação, uma vez que todos os dados de consumo e dos usuários estarão disponiveis na "nuvem" e podem ser consultados a qualquer momento

Estas são apenas algumas das utilizações mais recorrentes em condominios. Mas existem muitas aplicações que podem ser incluidas num moderno sistema de automação. A melhor noticia é que o condominio não precisa fazer pesados investimentos iniciais pois estes sistemas são cobrados através de mensalidades recorrentes. Ou seja, os resultados são imediatamente sentidos na redução da conta de energia eletrica e o investimento será feito gradativamente, através de taxas mensais muito baixas. Assim, parte da economia obtida nas contas do condominio pode ser utilizada para pagamento das mensalidades futuras.


Outro fator a ser considerado é a simplicidade da instalação deste sistema. Sensores, atuadores e coletores de dados se comunicam através de sinais sem fios, a instalação reside em alimentar estes modulos e fazer a sincronização inicial. A seguir, a programação segue o que foi solicitado pelos gestores do condominio e todo o fluxo de processamento pode ser feito localmente ou à distancia, conforme opção da administração.

O sistema pode ser escalonado a qualquer momento, incluindo novas facilidades e aplicações sempre que surgirem necessidades adicionais.

Além disso, qualquer funcionario do condominio, da administradora ou até de fornecedores terceirizados poderá monitorar ou ser informado sobre ocorrencias a qualquer momento, simplesmente utilizando seu smartphone ou um tablet!

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Contatos: http://www.condominioeficiente.com.br/contato