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Por que os ‘Edifícios Inteligentes’ precisam se tornar verdadeiramente inteligentes

Fonte:

Resumo:

Shrikant B. Sharma, fundador e CEO da SmartViz, investiga as ineficiências inerentes aos edifícios, examina a dura realidade por trás do seu fraco desempenho e os desafios e insights sobre como podemos revolucionar a indústria da construção e tornar os edifícios verdadeiramente inteligentes

Sejamos realistas: afinal, os edifícios inteligentes não são assim tão inteligentes. Ok, então eles podem ter as tecnologias mais recentes, os mais recentes sistemas de gerenciamento predial e sensores. Luzes LED, controles inteligentes, elevadores inteligentes e assim por diante.

No entanto, esses edifícios são burros. Eles não sabem quantos ocupantes estão presentes. Ou onde eles estão. Assim, continuam a aquecer e a arrefecer os pisos e as divisões mesmo quando estão vazios ou meio vazios. Os sensores e o BMS podem ligar e desligar as luzes, mas não regulam o CO2 para se adequar à ocupação, nem posicionam os elevadores de forma inteligente para se adequarem aos movimentos em horários de pico, ou simplesmente rastreiam a energia em relação à ocupação para reduzir a emissão de carbono.

Os dados recolhidos por estes sistemas “inteligentes” são muitas vezes inacessíveis. Os componentes supostamente “inteligentes” são frequentemente bloqueados pelo fornecedor e não estão interconectados. Suas ações dificilmente são transparentes, então você nunca sabe se estão funcionando bem ou mesmo se estão funcionando! Veja se você consegue fazer com que esses sistemas inteligentes realmente conversem entre si. Você não consegue...

A dura verdade é que a maioria dos edifícios inteligentes não são tão inteligentes, nem orientados por dados, e definitivamente não são centrados nas pessoas!

A percepção equivocada de edifícios inteligentes


Os edifícios inteligentes, em teoria, possuem um imenso potencial para otimizar o consumo de energia, melhorar a experiência do usuário e agilizar as operações. Contudo, na prática, muitas vezes não cumprem estas promessas.

Ignorar o elemento humano: uma das principais razões pelas quais os edifícios inteligentes falham é a sua incapacidade de dar prioridade a este elemento humano. Os edifícios devem ser projetados e operados tendo em mente o conforto, a produtividade e o bem-estar dos ocupantes. No entanto, muitos edifícios inteligentes concentram-se exclusivamente na automação e em processos baseados em dados, sem considerar o impacto nas pessoas dentro desses espaços. Esta supervisão resulta em ambientes abaixo do ideal e numa desconexão geral entre o edifício e os seus ocupantes.

O resultado? Síndrome do edifício doente, baixa produtividade e aumento do absentismo no local de trabalho, saúde e bem-estar comprometidos na residencias, ambiente de aprendizagem deficiente nas escolas, faculdades e universidades.

Transformando edifícios estúpidos em espaços inteligentes

Transformar a paisagem dos edifícios inteligentes envolve transcender a mera implementação de tecnologia. É necessária uma mudança de paradigma no sentido da criação de estruturas que integrem perfeitamente a tecnologia com as experiências humanas.

Enquanto o BIM, o BMS e o BEMS não conseguiram cumprir a promessa de melhorar o desempenho dos edifícios, a IoT, os gémeos digitais e a IA estão a abrir caminho para a verdadeira inteligência dos edifícios. Sensores simples e de baixo custo, integrados com gêmeos digitais simples e intuitivos e análises de edifícios em tempo real podem revolucionar o conceito de edifícios inteligentes, abordando essas limitações inerentes.

O que será necessário para que estas tecnologias tornem os edifícios verdadeiramente inteligentes?

Revolucionando a indústria: quais seriam os blocos de construção de edifícios verdadeiramente inteligentes?

Os blocos de construção fundamentais que precisamos para entregar um edifício verdadeiramente inteligente:

1) IoT para inteligência conectada. Sensores simples e de baixo custo podem ser facilmente adaptados a qualquer edifício, com um nível de sensibilidade ajustável.

2) Plataforma em nuvem como fonte única de verdade. A tecnologia em nuvem amadureceu bastante e fornece uma solução robusta para agregar, processar e integrar dados usando uma variedade de serviços de armazenamento, análise e segurança de dados.

3) Digital Twin como plataforma de construção inteligente. Os gêmeos digitais são uma réplica virtual do edifício – porém são muito mais do que representações 3D. Eles são um modelo vivo e respirante do edifício – transmitindo dados de sensores, regulando controles em tempo real, otimizando o desempenho do edifício. Eles também fornecem informações sobre quais partes dos edifícios são bem utilizadas ou não, quais partes têm bom ou mau desempenho e onde economias substanciais podem ser alcançadas. Além disso, eles também permitirão planejar cenários e otimizar os elementos de construção para economizar custos e melhorar a experiência do usuário.

4) Inteligencia Artificial. A IA está se tornando cada vez mais acessível como tecnologia. Ela pode detectar tendências a partir de dados históricos e em tempo real. Pode também prever o desempenho futuro e acionar alertas. Pode avisá-lo com antecedência e regular os sistemas com base em condições meteorológicas e eventos futuros.

Ao construir uma plataforma eficaz, existem algumas considerações fundamentais, como segue:

1) Mantenha simples. Na verdade, quanto mais simples, melhor. Isso se aplica a todos os componentes – dispositivos IoT, armazenamento de dados, visualizações… tudo!

2) Torne-o acessível. Semelhante ao acima. A maioria dos sistemas de construção inteligentes não cumprem os seus requisitos porque são demasiadamente complexos, necessitando de competências técnicas profundas, o que os torna inutilizáveis.

3) Mantê-lo aberto. Plataformas abertas permitem fácil extensibilidade, por exemplo, usando painéis flexíveis e dinâmicos para obter insights de processamento adicionais.

4) Insight, não dados. Os dados são o novo petróleo – mas, tal como o petróleo antigo, necessitam de processamento e refinação para se transformarem em valor. Portanto, concentre-se em insights.

O poder do design centrado no ser humano

No cerne de um edifício verdadeiramente inteligente está o reconhecimento de que os edifícios devem adaptar-se às necessidades e preferências dos seus ocupantes. Ao aproveitar dados em tempo real e insights baseados em IA, você pode otimizar as condições ambientais, como iluminação, temperatura e qualidade do ar, para criar espaços que melhorem o conforto, a produtividade e o bem-estar geral. Esta abordagem de design centrada no ser humano garante que os edifícios se tornem verdadeiramente inteligentes e respondam às pessoas que servem.

A estrada à frente

O estado atual dos edifícios inteligentes deixa muitas vezes a desejar, com a sua inteligência limitada e sistemas desconectados. No entanto, o futuro reserva um imenso potencial para transformar estes edifícios em espaços inteligentes, sustentáveis ​​e centrados no utilizador. A IoT, a IA e os gémeos digitais lideram esta transformação, capacitando os edifícios para se libertarem das suas limitações e desbloquearem o seu verdadeiro potencial.

Próxima fronteira do gerenciamento inteligente doméstico de energia

Introdução do relatório da Parks Associates

Dispositivos conectados em casa podem fornecer mais informações sobre o consumo de energia, incluindo perfis de carga na inicialização e no tempo de uso durante a operação. A combinação destes conjuntos de dados permite que os consumidores entendam como a operação de cada dispositivo afeta sua conta de serviços  pode levar a ações mais concretas para reduzir seus custos de energia.

Obter esses dados de desagregação pode ser difícil, e muitos programas utilitários atuais oferecem apenas dados em intervalos de 15 minutos, enquanto os consumidores de hoje estão acostumados a dados em tempo real. Esses desafios são exacerbados pelo tipo de soluções utilizadas nos dias de hoje no ecossistema de casa inteligente, que consiste em muitos dispositivos díspares de diferentes fabricantes.

A jornada padrão do comprador de casa inteligente hoje é via varejo, muitas vezes um dispositivo por vez, criando um experiência em que os consumidores estão usando vários aplicativos para controlar seus dispositivos. Portanto, o controle não é unificado e os dados geralmente não são compartilhados entre dispositivos, criando uma experiencia de consumidor desarticulada.


Estas condições inibiram o crescimento do mercado doméstico inteligente para o mercado de massa. Alguns níveis de controle unificados estão disponíveis través de hubs, provedores de segurança, provedores de serviços de internet (ISPs), sistemas personalizados de alto nível e até mesmo os  aplicativos domésticos mais dominantes em smartphones comuns, mas os consumidores querem um experiência unificada, com automação integrada e inteligência. 

Para muitos consumidores, a solução ideal seria uma plataforma de IoT que pode agregar todos os dispositivos e serviços díspares em uma única fonte unificada. À medida que os consumidores acumulam mais dispositivos, eles gravitam em torno de uma única fonte de controle. Uma plataforma IoT também pode acomodar as diferentes preferências entre os consumidores sobre esta experiência de controle.

Para trazer detalhes desta discussão, estatisticas atualizadas e mostrar possiveis soluções, a Parks Associates editou o relatório "Next Frontier of Smart Energy Management" 

O relatório aborda como as tecnologias conectadas estão tornando o gerenciamento de energia e os controles domésticos avançados uma realidade, com implicações para concessionárias, fabricantes de dispositivos e veículos elétricos, empresas de energia solar e HVAC e construtores residenciais e multifamiliares.

O relatório está disponível (no original em inglês) para aqueles que solicitarem através de nosso canal de contato, bastando clicar na imagem abaixo




Tecnologias de construção inteligente: exemplos e oportunidades

Fonte
Uma evolução está acontecendo lentamente em todo o mundo e em todos os setores da chamada "construção inteligente". Podemos acreditar que a tecnologia é a ponte viável para esta transformação dos processos tradicionais em modernos. A tecnologia emergente de construção inteligente também está deixando sua marca no processo de revolução em andamento.


Usando estratégias de desenvolvimento de IoT, a tecnologia fornecida está revolucionando a proficiência operacional de um edifício. A demanda por edifícios integrados à tecnologia inteligente está crescendo em popularidade e, até 2027, o valor previsto do mercado global de edifícios inteligentes é de US$ 131,5 bilhões.

O que significa tecnologia de construção inteligente?

A tecnologia de construção inteligente refere-se às ferramentas implantadas em um edifício normal para convertê-lo em um edifício “mais inteligente”. Essas ferramentas aprimoram o processo operacional e estabelecem maior nível de automação e melhor capacidade de resposta às necessidades dos ocupantes e também às condições externas.

A integração eficaz da tecnologia de construção inteligente garantirá a transformação do seu local de trabalho. Um ambiente de trabalho saudável com gerenciamento econômico pode ser estabelecido no escritório.

Tecnologias de construção inteligente: exemplos

Escritórios Inteligentes

Um grande número de pessoas trabalha diariamente nos escritórios e o uso ineficiente de recursos pode prejudicar o seu orçamento e o dos clientes. O uso ineficiente de recursos e a má gestão do orçamento podem bloquear o crescimento da empresa.

Portanto, é uma ótima ideia optar por tecnologias de edifícios inteligentes para escritórios. Sistemas prediais inteligentes sincronizados com sensores IoT oferecem uma grande oportunidade para minimizar custos, redução de desperdício e gerenciamento de espaço.

Exemplo

A construção de ponta, moderna e eficiente, é um exemplo inspirador de escritórios inteligentes. Desde o gerenciamento do posto de trabalho e a geração de energia a partir de painéis solares até a coleta de água da chuva e a pulverização sobre as áreas verdes próximas, a tecnologia de ponta faz tudo...

Hospitais Inteligentes

A tecnologia inteligente também está espalhando sua influência no setor de saúde. Diagnósticos alimentados por IA, dados de saúde e práticas de cuidados apoiadas pela tecnologia são possíveis em hospitais inteligentes.

Exemplo

Sint-Maarten Hospital é um hospital inteligente padrão. Os pacientes têm acesso às ferramentas que controlam as funcionalidades do quarto e do seu estado de saúde. A comunicação aprimorada também é observada entre o paciente e a equipe médica.

Data Centers inteligentes

Um data center repleto de tecnologias modernas pode mudar a maneira como gerenciamos os dados. Data centers integrados com tecnologias de construção inteligente oferecem fontes de alimentação contínuas, ativação de sensores para detecção de fumaça e processos de automação em gerenciamento de risco, verificação de segurança e autorização.

Exemplo

O NxtGen é um data center da nova era que pode processar informações inteligentes e dinâmicas. Além disso, servidores ajustáveis de acordo com a energia necessária, sensores de calor e sistemas de gerenciamento para manter a segurança intacta.

Instalações inteligentes de laboratórios

As instalações de ciências  precisam de pesquisa avançada para descobertas avançadas. Essa categoria de serviços geralmente enfrenta desafios como problemas de biossegurança ou perda de propriedade intelectual. Para resolver o problema, as instalações inteligentes de ciências da vida usam sistemas inteligentes para laboratórios, salas limpas e sistemas de armazenamento críticos.

Exemplo


A Develco Pharma, líder global na fabricação de produtos farmacêuticos, usa essa tecnologia avançada para projetar operações e digitalizar a apresentação visual de dados. A solução usada pela empresa oferece monitoramento de segurança, controle de fluxo de ar, detecção de incêndio e muito mais.

Tecnologia de construção inteligente: oportunidades

Aproveite as oportunidades derivadas da tecnologia fornecida para escalar seus negócios mais rapidamente.

Otimização de custos: Com a tecnologia para edifícios inteligentes, os padrões de uso do edifício de escritórios são avaliados e é possível aplicar ajustes para melhorar a manutenção do edifício. Além disso, melhorias nas operações de HVAC e gerenciamento de espaço podem ser feitas usando essa tecnologia para reduzir custos.

Controle automatizado: você obtém o controle automatizado de sistemas de HVAC, iluminação, sombreamento, acesso e segurança de acordo com os dados coletados e avaliados sobre as condições ambientais, o comportamento dos usuários e muito mais.

Prevenção de riscos: Para manter a segurança do edifício, a tecnologia smart building avisa sempre que houver uso anormal de ativos.

Impacto Ambiental Minimizado: Como esta tecnologia avalia o ambiente interno e externo, o comportamento do usuário e outras informações relevantes, possibilita melhorar o consumo de água e energia e também minimizar as emissões.

Conclusão

A tecnologia de construção inteligente está crescendo em popularidade a cada dia que passa devido à sua eficácia em atender uma empresa ou negócio com precisão. Desde o gerenciamento de custos e a melhoria do uso de recursos até a preservação do meio ambiente, a tecnologia de construção inteligente atende a todos os propósitos.

Ao utilizar a tecnologia de construção inteligente, você obtém custos reduzidos, melhor uso de ativos e uma abordagem ecológica, além de fazer com que seus negócios cresçam.

Condominios Inteligentes e Conectados: o Futuro já Chegou

Novas tendências em moradia surgem no cenário urbano das grandes metrópoles. O tempo é um dos fatores decisivos na escolha de onde morar. Dispender tempo no transito e perder qualidade de vida está se tornando algo do passado. Em outros momentos e situações da vida, aplicativos como AirBnb, Uber , Waze e outros já se mostram imprescindíveis para garantir que possamos nos concentrar nas coisas importantes, que nos fazem bem.

E como esta evolução na moradia vai afetar o mercado de incorporação, construção e vendas ou locação de imóveis?

Podemos afirmar que nas casas do futuro (que já estão chegando) , a conectividade com a Internet será uma utilidade para todos - não uma comodidade para alguns - e a inteligência será incorporada na infraestrutura das edificações  e não apenas conectada a uma tomada.

Embora os dispositivos domésticos inteligentes ainda possam captar boa parte da atenção do público, acreditamos que o verdadeiro futuro da vida será maximizado na tecnologia dos apartamentos inteligentes que vão ser compartilhados em comunidades de uso misto. Trabalho, estudo, lazer e vida social integradas, de forma a buscar flexibilidade, conveniência e proporcionar ainda assim um senso de vida em comunidade.

 O que são apartamentos inteligentes?

Os apartamentos inteligentes são mais do que iluminação inteligente, controle de temperatura e assistentes de voz. Os apartamentos verdadeiramente inteligentes são inteligentes e conectados de dentro para fora e são definidos por três características: dispositivos e comodidades inteligentes, conectividade e gestão eficiente das áreas de uso comum.

Dispositivos inteligentes e comodidades

Dispositivos inteligentes são a principal interface de usuário para o morador. Os dispositivos mais comuns incluem assistentes de voz, controle de iluminação, de temperatura, acesso e segurança, sistemas de entretenimento. Com o avanço dos sistemas de locação temporários a questão não só do controle de acesso aos apartamentos e a determinadas áreas comuns dos condomínios, mas serviços de limpeza e manutenção se transformam em itens de vital importância. Bloqueios inteligentes e controle de acesso remoto tornam esses serviços ainda mais convenientes e seguros. Essas melhores experiências para os moradores  impulsionam os índices de ocupação e o valor dos aluguéis, aumentando a taxa de retorno para os investidores imobiliários.

Conectividade

Durante a construção de um complexo de apartamentos ou de uso misto, os construtores devem trabalhar já em contato com as empresas provedoras de serviços públicos para as necessidades futuras do empreendimento. Para  que os apartamentos se tornem  inteligentes, também terão que contar com empresas de sistemas baseados em  IoT  para implementações modernas desde o início. Uma rede IoT é instalada e conecta sistemas de automação predial, gerenciamento, moradores, dispositivos inteligentes e serviços externos. A conectividade inclui dispositivos WiFi e inteligentes tais como sensores, ar condicionado,  iluminação, controle de acesso e um painel de gerenciamento do sistema. Essa configuração permite que os gestores de propriedade coletem dados de todo o edifício, não apenas de unidades individuais, fornecendo então informações de valia para tomar melhores decisões operacionais, tornando a operação de seus edifícios mais eficiente e segura.

Gestão condominial moderna

Gestores condominiais e de propriedades cobram e recebem aluguéis, lidam com variados tickets de manutenção e gerenciam pacotes de serviços diversos. Contando com as tecnologias que mencionamos, estas tarefas se tornam mais ágeis e permitem que os gestores façam mais pelos moradores e usuários do condomínio. Com uma rede de edifícios conectados, eles podem gastar menos tempo em tarefas manuais e mais tempo melhorando as experiências dos usuários e de suas comunidades.

Os apartamentos inteligentes têm recursos modernos, como calendários de eventos, mensagens instantâneas, assistência a moradores e serviços sob demanda que vão desde a locação de veículos e ferramentas, uso restrito de alguns ambientes comuns e até passeios para cães. Os gerentes de propriedade também podem ter controle sobre dispositivos inteligentes do prédio. Eles podem conceder acesso remoto a visitantes esporádicos ou usuários que desejam fazer uma locação por pouco tempo, definir o bloqueio automático de portas no período noturno para aumentar a segurança da edificação, desligar a energia de unidades que estejam vazias e assim por diante.

Edifícios mais eficientes

Estas tecnologias inteligentes tornam os edifícios mais eficientes em duas frentes diferentes: gerenciamento de energia e gerenciamento de pessoas. De acordo com estudos esta “tecnologia de eficiência inteligente” poderia proporcionar economias muito relevantes além de tornar atraente esta operação para todo tipo de investidores. Os apartamentos inteligentes reduzem o custo de construção e manutenção de edifícios, tornando o mercado imobiliário mais acessível e, portanto, mais atraente e lucrativo. Processos que envolvem esta tecnologia tornam todas as operações condominiais mais rápidas, mais transparentes e seguras, proporcionando à gerência uma melhor supervisão de sua equipe e das diversas operações.

Como projetar e construir um condomínio inteligente
Para incorporadores e construtores interessados ​​em construir apartamentos inteligentes (ou reformar prédios existentes), há alguns princípios importantes a serem considerados. Concentre-se na infraestrutura, não em gadgets. Pode ser tentador instalar algum equipamento moderno e atraente, mas os verdadeiros apartamentos inteligentes começam com infraestrutura. A conectividade permitirá que se aproveite durante o seu uso de todo o potencial da tecnologia que será posteriormente instalada.

Pensar em segurança cibernética e privacidade de dados desde o início. Estes são dois dos maiores desafios tecnológicos do nosso tempo. As unidades habitacionais ou  comerciais inteligentes coletam  dados dos usuários, por isso é fundamental mantê-los seguros e usá-los de maneira responsável. A melhor rota para segurança de dados é usando fornecedores confiáveis ​​de IoT, sejam dispositivos ou plataformas.

Escolha uma plataforma que une tudo. Os apartamentos inteligentes precisam de uma única plataforma que conecte o gerenciamento de propriedades, o gerenciamento do condomínio, a automação predial e os dispositivos domésticos inteligentes. Esta plataforma unificada é a chave para o fácil controle de um sistema tão complexo. Existem muito poucos serviços de gerenciamento de propriedades que oferecem uma plataforma unificada de apartamentos inteligentes; esses fornecedores são diferentes dos fornecedores que oferecem apenas um serviço de instalação de dispositivos inteligentes (ou seja, instalação de luzes e termostatos).

E lembre-se: o futuro já chegou

Unidades inteligentes para habitação, comércio ou escritórios não são apenas o futuro; eles estão aqui agora. Os seus usuários já preferem as comodidades descritas neste artigo a recursos tradicionais, como piscinas e salas de ginástica. Atender esta demanda pode ser a diferença entre projetar e construir um empreendimento de sucesso ou apenas mais uma edificação destinada ao lugar comum.


(Algumas ideias deste artigo foram adaptadas de https://builtworlds.com/news/living-smarter-smart-apartments-shaping-future )


Moradias Modernas

As mudanças nos conceitos de moradias urbanas estão se acentuando nos ultimos anos. No caso especifico do municipio de São Paulo algumas alterações importantes no proprio Plano Diretor tem incentivado a construção de novos empreendimentos em áreas especificas da cidade.

Boa parte destes empreendimentos são apartamentos compactos destinados inclusive ao regime de ocupação temporária, onde as áreas comuns assumem um papel muito diferente na oferta de serviços. Ambientes especialmente projetados para co-working, lazer e entretenimento, fitness e similares passam a fazer parte integrante e essencial para complementar as necessidades dos novos usuários deste tipo de habitação.

Isto, além de serviços como lavanderias coletivas, cabeleireiros, cafeterias, locação de bicicletas e de automóveis, para uso esporádico dos moradores.

Estas mudanças devem ser acompanhadas pelo uso intensivo de tecnologias para permitir que seus moradores gozem da necessária segurança e conforto. Mas, além disso, os empreendimentos precisam ter uma operação eficiente para garantir retorno adequado aos incoporadores e àqueles que se ocupam da sua gestão de forma continuada. Equipamentos de automação conectados a sistemas de gestão na nuvem, entre outras soluções emergentes vão ser essenciais neste sentido.

Para completar as informações contidas neste breve artigo, sugerimos assistir ao video abaixo


Além disso, uma matéria recente da revista VEJA SÃO PAULO cita as mudanças que estão ocorrendo em uma das áreas atualmente mais disputadas da cidade pelos investidores do mercado imobiliário. Este artigo pode ser lido no link a seguir  http://www.predioeficiente.com.br/reboucas.pdf 



Automação Predial se torna viável para todo tipo de edificação

Autor: Eng. José Roberto Muratori
Artigo publicado na revista Lumiere Electric. edição 238, fevereiro de 2018

O conceito habitualmente utilizado para definir os sistemas de Automação Predial está sofrendo uma mudança considerável nos últimos tempos. A evolução da tecnologia começa a reduzir o impacto do hardware necessário dentro da edificação e tudo que isto implica, ou seja: dificuldades na instalação, manutenção e operação especializadas, atualizações complexas e caras.

Mas, será que de alguma forma isto pode causar o desaparecimento dos sistemas “tradicionais”, os denominados BMS (Building Management Systems)?

Sistemas mais complexos e que utilizam equipamentos com grande capacidade de processamento embutida e necessitam de uma durabilidade e robustez acima da média continuarão a ser necessários, principalmente em grandes instalações e em situações de uso intensivo. Serão responsáveis principalmente pela operação e controle de sistemas hidráulicos (bombas, etc.), climatização centralizada, sistemas alternativos de energia ou mesmo da iluminação de ambientes de maior porte das áreas comuns. Também podem se integrar a sistemas de prevenção e combate a incêndio ampliando a proteção global da edificação.

Neste cenário podemos enquadrar grandes empreendimentos, como shopping centers, prédios públicos, edifícios corporativos e outros deste porte.

No entanto, existe uma infinidade de edifícios que não se enquadram nesta classificação e que estão hoje à deriva, ou seja, sem contar com sistemas eficientes para sua operação rotineira. Talvez neste ponto seja mais simples estudarmos a edificação pelo seu uso e não pelas suas características arquitetônicas ou construtivas. Então poderíamos começar a discorrer sobre uma série de usos diversos: escolas, igrejas, clínicas, redes de lojas, restaurantes, hotelaria, academias esportivas e assim por diante. Quando pensamos desta maneira, passamos a identificar quais são os problemas operacionais mais relevantes na gestão de cada um destes negócios. E então começamos a perceber como as novas tecnologias de automação podem ser aplicadas em cada situação especifica.

Sem a intenção de fazer uma abordagem completa e exaustiva, pretendemos neste artigo listar alguns exemplos de situações relevantes que normalmente se tornam problemas de difícil solução, ou se não são difíceis de resolver podem se tornar caros, por envolver mão de obra intensiva, ou ineficientes, devido aos custos envolvidos.

Uma rede de lojas, por exemplo, pode desejar um controle unificado de suas instalações, o que pode envolver o acesso de funcionários apenas em horários autorizados, programas de manutenção preventiva e corretiva, estabelecer padrões de iluminação e climatização uniformes em todas as unidades da rede. Além disso, obter dados relevantes oriundos de cada loja para gerar relatórios comparativos entre as diversas unidades com a finalidade de detectar problemas operacionais ou divergências na sua operação. Poderíamos ainda acrescentar sistemas de sonorização ambiente, de digital signage, além de aspectos ligados ao atendimento de clientes (promoções relâmpagos simultâneas, por exemplo).

No caso acima, alguém pode comentar, estamos indo além da “automação” em si, pois começamos a inserir novos elementos ligados a sistemas que normalmente operam de forma independente de um controle central (isto quando existem...). Pois esta ampliação no conceito da automação faz parte desta mudança expressiva que está ocorrendo. Incluir itens como sonorização ambiente, exibição de imagens pré-selecionadas, gestão de pessoas e até aspectos operacionais do negocio no mesmo “cardápio” dos gestores torna-se prático e eficiente. Mas, precisa de um correto planejamento e uma programação bem elaborada para se tornar efetiva e operacional para qualquer tipo de gestor.

Inicialmente, a interface de gestão deve ser a mais intuitiva e simples de usar. Para isto, dispomos de smartphones e tablets que as pessoas já estão acostumadas a portar e usar de forma rotineira. Pronto! Primeira questão resolvida... Neste caso, vamos esquecer das salas de monitoramento complexas, repletas de monitores e operadas 24 horas por operadores treinados. Os gestores podem se manter em seus postos de trabalho, estejam remotos ou localmente posicionados dentro da edificação e serão informados sobre qualquer situação relevante que aconteça. Mas, além destes “alertas”, também terão acesso a uma grande quantidade de dados que normalmente não estariam armazenados à sua disposição. Portanto, poderão elaborar relatórios, estudar aspectos ligados aos custos operacionais e, como já dissemos, fazer analises comparativas entre edificações utilizadas para finalidades similares.

Resolvida a questão da interface intuitiva e funcional com os usuários, ainda restam outras questões importantes para justificar as mudanças que estamos relatando. Uma delas é a questão da instalação destes novos sistemas em edificações já existentes. Esta normalmente é uma questão que pode inviabilizar o uso de sistemas “tradicionais” de BMS em função da necessidade de intervenções tanto na parte civil como na instalação elétrica convencional de um edifício. Aqui também temos boas novidades a favor dos sistemas mais atuais: trata-se de uma instalação bem simples, baseada no uso intensivo de comunicação sem fios, inclusive acesso à rede de dados (local e internet). Atuadores, sensores e outros elementos destes novos sistemas oferecem uma quantidade significativa de “gateways” para diversos protocolos já utilizados em sistemas mais habituais, sejam de segurança, automação elétrica, áudio e vídeo e outros. Portanto, a integração resulta simples, principalmente baseada em recursos de programação, limitando o investimento em novos hardwares.

Mais um aspecto a ser tratado remete à questão da operação e manutenção. Um dos principais problemas ligados ao uso intensivo de sistemas de BMS está na necessidade de manter equipamentos (hardware) fisicamente presente na edificação. Muitas vezes estes equipamentos (principalmente os controladores e módulos das centrais de automação) podem estar abrigados em locais inadequados, tanto para seu uso como para manutenção, além de poderem sofrer riscos elétricos e outros tipos de danos por uso indevido de pessoas não autorizadas. Como os novos sistemas resolvem esta questão? Utilizando a nuvem como principal recurso de processamento e armazenagem de informações. Servidores com capacidade bem dimensionada e com níveis de redundância pré-estabelecidos atuam remotamente e “livram” as edificações deste desconforto operacional. A manutenção local se restringe a alguns sensores e atuadores cujo mau funcionamento será alertado pelo próprio sistema e informado aos responsáveis para a devida correção. Também pode ser citada a vantagem reletiva às atualizações do sistema. o que se dará de forma automática pelo fornecedor do equipamento, sem necessidade de envolver os usuários.

Resolvida assim a questão da viabilidade de instalação física e da operação do sistema, vamos agora tratar da viabilidade econômica destes novos sistemas de automação e integração. Como se trata de sistemas de fácil instalação e que operam de forma descentralizada, naturalmente já obtemos duas vantagens: escalabilidade, ou seja, o sistema pode ser implantado gradativamente conforme disponibilidade orçamentária do contratante e um novo formato de contratação, o que pode envolver o pagamento de mensalidades ao invés de um desembolso significativo como investimento. Ou seja, estamos entrando na era do SAAS (System as a Service) também na automação predial.

Resumindo o que foi dito acima, os novos sistemas de automação predial, normalmente baseados no conceito de IoT (Internet das Coisas) e Cloud (computação em nuvem), apresentam como características principais as seguintes vantagens em relação aos sistemas atuais:

- interfaces simples e intuitivas para os gestores e usuários, possibilitando tanto acesso local como remoto
- instalação bem mais simples, onde o maior tempo será utilizado na configuração e programação e não na instalação física dos equipamentos
- operação e manutenção sem complicação devido ao uso da nuvem como principal elemento de processamento, controle e armazenamento de dados
- baixo investimento se comparado com instalações de BMS convencionais, seja pela reduzida intervenção física, seja pelo modelo de pagamento através de recorrência (mensalidades, por exemplo) que pode envolver comodato dos equipamentos e atualizações automáticas de responsabilidade do fornecedor do sistema

Portanto, se passarmos a observar nossas edificações através de um novo prisma, ou seja, da utilização efetiva para qual ela se presta, vamos descobrir que problemas aparentemente de difícil solução podem ser resolvidos com sistemas simples de instalar, configurar e operar. Além disso, como são amplamente baseados em programação e não em hardware, garantem grande flexibilidade de uso, podendo ser facilmente ajustados para diferentes tipos de usuários ou gestores.

IoT para Edificios Inteligentes: mudanças de paradigmas

Fonte: IoT for All - Autor: Matt Ernst

Até o momento, não houve nenhum motivo para conectar a internet aos sistemas de automação predial. HVAC, iluminação, proteção contra incêndio e outros sistemas funcionam por conta própria. Eles lêem diretamente entradas (sensores) e controlam diretamente as saídas (válvulas, ventiladores, fechaduras, luzes, etc.) para manter um prédio confortável e seguro.

Por que um gerente de instalação deve se preocupar com a "Internet das coisas" quando praticamente todos os edifícios existentes funcionam bem quando não estão conectados a nenhuma rede externa?

Assim, perguntamos se a IoT (Internet ds Coisas) e os "Edifícios Inteligentes" são apenas um hype de marketing ou podem realmente fornecer valor aos proprietários, gestores e operadores de edifícios? Por que a internet é valiosa para controlar e gerenciar edifícios? Aqui está uma perspectiva do veterano da indústria de automação de edifícios:

"No contexto de edifícios e BMS [sistemas de automação de edifícios], por um lado, temos uma instalação (ou muitas instalações) que são autônomas no sentido de que o seu BAS já opera e gerencia as instalações. O que gostaríamos de fazer é permitir que programas fora da instalação tenham acesso à informação e, possivelmente, até mesmo providenciem metas de alto nível aos controladores dentro das instalações. Em outras palavras, permitir que programas externos façam uso de nosso tesouro de informação. Existem muitos aplicativos para este tipo de acesso: mineração de dados, manutenção, otimização, planejamento, etc. O ponto da IoT não é dizer quais são essas aplicações, mas permitir o uso da Internet para obter acesso a ela. Ao mitigar as barreiras de tempo e de lugar, a IoT permite a criação de novas classes de aplicações que teriam sido extremamente difíceis ou impossíveis antes ". (Dave Fisher, Polarsoft)

No entanto, a indústria IoT em geral tem um ponto de vista radicalmente diferente. A definição de livro-texto da IoT é "a interconexão através da Internet de dispositivos informáticos incorporados em objetos cotidianos, permitindo que eles enviem e recebam dados".

Para muitas indústrias, o valor da Internet das coisas está em conectar e controlar o que ainda não está conectado e controlado. No entanto, a maioria dos edifícios existentes hoje possui redes internas robustas que se comunicam com dispositivos que estão executando funções úteis.

Então, por que os defensores do IoT incluem "edifícios inteligentes" como um caso de uso típico? Para a maioria na indústria de gerenciamento de instalações, os prédios não parecem um ajuste muito bom para o IoT.

Citação:"As previsões de crescimento de IoT tendem a mostrar os edifícios como um componente chave para o crescimento exponencial previsto dos dispositivos conectados." Bill Pardi, Microsoft

Ver gráfico abaixo



Essas previsões geram principalmente suspeitas no mundo dos gerentes de instalações. Para  que todos esses sensores conectados à Internet serão utilizados?

Ao contrário dos casos de uso em todo o resto da paisagem IoT, as "coisas" que compõem os componentes mecânicos e elétricos dos edifícios não são burras. Todos estão conectados e estão sendo usados ​​para fazer atividades úteis. A internet simplesmente não está envolvida de forma alguma. Como diz Dave Fisher,

"[Os edifícios] possuem equipamentos caros e que utilizam energia e muito mais. Esse equipamento contém muitos dispositivos de controle baseados em microcomputadores individuais que controlam e gerenciam todos os tipos de diferentes equipamentos físicos, mecânicos, iluminação, segurança, laboratórios, etc. Todos esses dispositivos precisam ser cuidadosamente comprados, instalados, comissionados, operados. e mantidos. Os seres humanos estão envolvidos em todas essas etapas, e isso não vai mudar em breve ... Há um equívoco comum sobre o IoT que, de alguma forma, é um substituto do BAS existente. Isso simplesmente não é verdade, e seria uma má idéia"

Então, se tudo estiver bem e bom, então por que o crescimento exponencial em dispositivos conectados? Que problemas eles poderiam resolver?

Bem, a primeira pergunta que precisa ser feita é: quais são os problemas que precisam ser resolvidos? A maioria dos edifícios atende seu objetivo de proporcionar ambientes de trabalho e de vida saudáveis, seguros e confortáveis para seus ocupantes?

A resposta em muitos casos é não. Há uma série de maneiras pelas quais os edifícios podem melhorar.

Conforto:
A maioria dos edifícios ainda são desconfortáveis ​​para seus ocupantes. Pesquisas e estudos recentes sugerem que a maioria dos edifícios não atende ao padrão da indústria para o conforto dos ocupantes (ASHRAE 55). Se você já trabalhou em um prédio de escritórios comercial que é de alguma forma muito frio no verão e muito quente no inverno, você pode ter chegado a esta mesma conclusão.

Manutenção:
O equipamento mecânico e elétrico quebra e permanece quebrado por longos períodos de tempo, às vezes sem que a equipe da instalação fique ciente que está quebrado. Isso combina com uma variedade de questões.

O equipamento em condições precárias pode potencialmente criar preocupações com a saúde e segurança, especialmente para instalações críticas, como hospitais e laboratórios. Alguns estudos sugerem que a manutenção reacionária ou corretiva atormenta tanto pessoal de manutenção que leva até 98% por cento do tempo, deixando apenas uma pequena fração para a manutenção preventiva.

Consumo de energia:
Os edifícios representam 40% das emissões globais de GEE e permanecem teimosamente ineficientes. A comunidade de engenharia buscou agressivamente novas tecnologias e abordagens para reduzir o consumo de energia dos edifícios desde a década de 1970 e conseguiu fazer melhorias incrementais. No entanto, há um longo caminho a percorrer.

Uma lista completa das críticas à indústria poderia ser o tema de muitos artigos, mas vou parar e pular para propor soluções. Existe claramente um ímpeto para identificar novas maneiras de melhorar os resultados dos sistemas de edifícios (HVAC, iluminação, proteção contra incêndio, segurança).

A indústria possui capacidade de evolução e melhoria. Por exemplo, considere que há 15 anos, o primeiro edifício em Chicago foi certificado LEED. Agora, há  mais de mil edifícios certificados LEED em Chicago que estão fazendo avanços em direção a práticas operacionais mais sustentáveis ​​e centradas nos ocupantes. Essa é uma boa taxa de adoção sustentada de uma abordagem inovadora para os edifícios operacionais.

Então, se houver espaço para melhorias, e a indústria mostrou que está disposta a adotar novas práticas, então, quais são as melhores maneiras de resolver os problemas que a indústria enfrenta? As forças inovadoras maiores de outras indústrias podem se mover para o espaço de construção? A Internet ou "Internet das coisas" fazem com que os edifícios funcionem melhor?

Sim! Claro! Mas as abordagens semelhantes a IoT serão muito diferentes das outras indústrias. Aqui está uma coleção das melhores idéias "IoT" que eu tenho ouvido no setor. Observe que você não verá "adicionar novos sensores em tudo e conectá-los à internet".

Abrindo o "tesouro" da construção de dados operacionais

A execução de um edifício precisa se tornar um processo direcionado por dados. As plataformas de análise como SkySpark, CopperTree e outros podem extrair dados de equipamentos existentes e produzir informações úteis para que os gerentes de instalações tomem melhores decisões operacionais. O próximo passo lógico para operar de forma mais eficiente é usar a grande quantidade de dados operacionais que atualmente não são utilizados pelos sistemas de controle de construção existentes.

A enorme massa de dados gerada pelos sistemas de automação de edifícios pode ser constantemente monitorada e analisada para encontrar problemas operacionais em andamento (áreas problemáticas a quente, equipamentos ineficientes, sensores ou válvulas quebrados, equipamentos que não desligam).

Encontrar problemas usando um sistema de automação existente é uma tarefa que não só requer um conjunto de habilidades especial, mas assume um grande compromisso de tempo contínuo dos operadores. A maioria dos operadores de edificações não tem tempo para encarar a tela do computador BMS durante todo o dia e pesquisar dados históricos de tendências.

Ao automatizar a análise desses dados e transformá-los em idéias acionáveis, os operadores e gestores podem ser liberados para se concentrar em solucionar problemas, não procurando encontrá-los.

Usando a nuvem para melhorar a infraestrutura do sistema de automação de edifícios

Existe um grande potencial em gerenciar edifícios de forma conjunta. Universidades, governos, grandes instalações comerciais, entre outros, realizaram gestões mais eficientes assim por anos. A maioria precisa ter uma central de comando do sistema de automação onde eles empregam um operador em tempo integral que identifica problemas operacionais e aciona equipes de acordo com a necessidades. A maioria dos edifícios comerciais independentes não tem essa vantagem.

Virtualização - Há muitos edifícios que usam um computador desktop para ser um servidor e um cliente. Um computador tão antigo quanto o edifício geralmente executa o aplicativo, os gráficos e o banco de dados do sistema de automação. Sem mencionar, se a instalação é gerenciada por uma organização com um grupo de TI, muitas vezes desconhecem esse computador autônomo e raramente é corrigido. Isso pode se tornar uma grande ameaça à segurança cibernética. Por que não virtualizá-lo na nuvem? Esta tornou-se uma tendência emergente, mas ainda não conseguiu se tornar efetiva.

Segurança cibernética - a maioria dos sistemas de automação de edifícios são antigos. Eles geralmente não são atualizados até que um upgrade importante seja absolutamente necessário ou algo quebra. A vulnerabilidade da IoT pode causar medo suficiente aos proprietários dos edifícios para fazer algo sobre a segurança cibernética, mas a verdade é que os últimos 30 anos de sistemas de automação não garantidos já deveriam ter sido suficientes para fazê-lo.

Padronização de dados e aplicativos - Se você pode padronizar a saída de dados dos sistemas de automação, você pode começar a escrever aplicativos comuns para analisar esses dados de maneiras úteis. Existem inúmeros fornecedores de BMS (Honeywell, Johnson Controls, Siemens, etc.) e eles não atuam muito bem em conjunto. Eles mantêm seus dados do sistema de automação proprietários ou tornam difícil extrair seus dados de maneira útil. A comunidade de integração de sistemas colocou muito trabalho nos últimos 20 anos para criar soluções para esse problema mas os resultados ainda são incipientes

Novas entradas - Expandir o alcance de BMS

As novas fontes de informação podem ser digitalizadas e usadas para informar a operação de edifícios de novas formas inovadoras? Um exemplo disso é o aplicativo Comfy.

Operadores gastam uma quantidade significativa de seu tempo respondendo a chamadas, importantes ou não, de usuários em seus prédios. O processo de tratamento das reclamações de conforto dos ocupantes sempre foi o mesmo. A equipe da instalação recebe um telefonema, depois coloca-a em uma lista, e vai e investiga o problema potencial.

Novas tecnologias revolucionaram a experiência do usuário de ser um ocupante do prédio, além de rastrear e analisar chamadas quentes / frias. Anteriormente, os ocupantes tinham pouco ou nenhum controle direto sobre seu ambiente e os operadores da edificações tinham pouco ou nenhum dado para entender o quão confortável estavam seus ocupantes. Agora se torna possivel atender ambos requisitos.

A capacidade de um ocupante usar um aplicativo para controlar diretamente a HVAC do prédio é a coisa mais próxima da definição de livros didáticos do IoT para edifícios inteligentes que existe. Não é necessário nenhum novo dispositivo conectado.

Há uma grande oportunidade para que os edifícios adotem novas tecnologias para resolver alguns dos problemas mais irritantes da indústria. No entanto, o valor no IoT para edifícios inteligentes provavelmente não estará na adição de milhões de novos sensores conectados à Internet, mas em novas aplicações de software que usam dados já disponiveis dos equipamentos existentes para que os edifícios funcionem melhor.

Como se adaptar à tarifa branca de energia elétrica

ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE: este artigo foi escrito em dezembro de 2017 quando a regra para tarifa branca ainda era restrita aos consumidores com consumo superior a 500 kW/mes. A partir de janeiro de 2020 praticamente todos os consumidores estarão enquadrados (exceto ligações denominadas de "baixa renda"). Os conceitos expostos no artigo continuam válidos e agora se tornam importantes para uma vasta gama de consumidores, tanto de edificações comerciais, como de condominios e residencias. Para saber as atualizações criadas no programa da ANEEL, clique neste link 


A partir de janeiro de 2018 os consumidores de energia elétrica com consumo superior a 500 KW por mes poderão aderir ao novo tipo de bilhetagem denominado "tarifa branca". Para quem optar pela tarifa branca, o preço da energia mudará ao longo do dia e será diferente para dias úteis e fins de semana. No dias úteis, haverá três faixas de preço: horário de pico, intermediário e fora de pico. Nos fins de semana e feriados nacionais valerá apenas a tarifa fora do horário de pico.

A principio o horário de pico pode variar um pouco entre as diversas regiões do Brasil, mas deve se concentrar no periodo das 18h as 21h.

Pensando nas áreas comuns dos condominios, é necessário fazer um estudo previo e avaliar as possibilidades de aderir a este novo tipo de tarifação. De todo modo, para garantir um desempenho mais eficiente e menores gastos em geral, recorrer a sistemas automatizados pode ser uma excelente forma de poupar.

Vamos dar alguns exemplos tipicos, lembrando que cada situação particular deve ser estudada e avaliada com detalhes.

Bombas de recalque: normalmente estas bombas encarregadas de levar a água dos reservatórios subterraneos para as caixas dágua superiores funcionam conforme é detectado um baixo nivel de agua nos reservatórios superiores. Isto pode ocorrer a qualquer hora e diversas vezes ao dia, dependendo da rotina do prédio. Caso as bombas entrem em operação durante o horário de pico, o consumo será o mesmo mas a conta sairá bem mais cara... Ou seja, um controle automatizado desta operação poderá garantir que não faltará agua no predio mas que o recalque será feito sempre em horários onde a energia é mais barata. Vamos admitir que um controle manual delegado a um operador não conseguiria garantir esta eficiencia, além de ocupar um operador de forma continuada.

Iluminação das áreas comuns: muitos ambientes ficam acesos no horário de pico sem necessidade ou com a intensidade máxima. Em varias regiões durante este horário ainda existe boa luminosidade externa que pode compensar o uso da iluminação artificial e diminuir o consumo de energia. Mais uma vez recursos de automação, como sensores de luminosidade ligados a atuadores das diversas zonas de iluminação podem garantir uma iluminação sempre adequada e com o menor consumo.

Ambientes de uso especifico: aqui se enquadram salas de ginastica, de jogos, brinquedotecas e outras áreas de lazer que podem incluir piscinas aquecidas, quadras de esporte, saunas, etc. Por sua vez. ambientes de serviços como lavanderias, salões de beleza e outros podem necessitar atenção especial. Nestes casos, o seu uso pode ser limitado a certos horários ou se determina que alguns equipamentos permaneçam desligados ou com minimo consumo. Por exemplo, não permitir a ligação de maquinas de lavar roupa durante o horário de pico ou limitar o funcionamento do ar condicionado conforme a temperatura externa ou o numero de usuários que está utilizando o ambiente. Caso seja necessário, a convenção de condominio poderá estabelecer critérios de cobrança para utilização de determinados ambientes ou equipamentos caso sejam utilizados deliberadamente durante o horário de pico. Lembramos que a bilhetagem também poderá ser feita atraves do sistema de automação, uma vez que todos os dados de consumo e dos usuários estarão disponiveis na "nuvem" e podem ser consultados a qualquer momento

Estas são apenas algumas das utilizações mais recorrentes em condominios. Mas existem muitas aplicações que podem ser incluidas num moderno sistema de automação. A melhor noticia é que o condominio não precisa fazer pesados investimentos iniciais pois estes sistemas são cobrados através de mensalidades recorrentes. Ou seja, os resultados são imediatamente sentidos na redução da conta de energia eletrica e o investimento será feito gradativamente, através de taxas mensais muito baixas. Assim, parte da economia obtida nas contas do condominio pode ser utilizada para pagamento das mensalidades futuras.


Outro fator a ser considerado é a simplicidade da instalação deste sistema. Sensores, atuadores e coletores de dados se comunicam através de sinais sem fios, a instalação reside em alimentar estes modulos e fazer a sincronização inicial. A seguir, a programação segue o que foi solicitado pelos gestores do condominio e todo o fluxo de processamento pode ser feito localmente ou à distancia, conforme opção da administração.

O sistema pode ser escalonado a qualquer momento, incluindo novas facilidades e aplicações sempre que surgirem necessidades adicionais.

Além disso, qualquer funcionario do condominio, da administradora ou até de fornecedores terceirizados poderá monitorar ou ser informado sobre ocorrencias a qualquer momento, simplesmente utilizando seu smartphone ou um tablet!

Quer fazer um piloto no seu condominio? Entre e contato conosco e vamos agendar! Podemos atender consultas de todo o Brasil.

Contatos: http://www.condominioeficiente.com.br/contato