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Eficiência na Gestão Condominial: Por que Ela é Essencial para o Síndico Moderno


Administrar um condomínio é um desafio que exige atenção constante a detalhes financeiros, operacionais e humanos. Para o síndico, alcançar a máxima eficiência na gestão não é apenas uma meta, mas um caminho para garantir mais tranquilidade, economia e qualidade de vida aos moradores.

Planejamento: a base de tudo

Tomar decisões sem um bom planejamento pode gerar desperdícios e retrabalho. Um síndico eficiente busca sempre estudos comparativos antes de aprovar investimentos, garantindo que cada real gasto realmente traga retorno ao condomínio. O planejamento estratégico permite prever problemas, antecipar soluções e manter a saúde financeira em dia.
 
Controle total e transparência

A tecnologia já permite que o síndico tenha acesso online a informações sobre equipamentos, contratos e serviços do condomínio. Isso facilita não apenas a administração, mas também a transparência com os condôminos. Quando todos têm acesso a dados claros e atualizados, a confiança cresce e os conflitos diminuem.
 
Reduzindo custos sem comprometer a qualidade

Uma boa gestão não significa cortar gastos de forma aleatória. Pelo contrário: trata-se de identificar desperdícios e substituir processos caros por soluções mais inteligentes. Muitas vezes, é possível reduzir custos e, ao mesmo tempo, melhorar a segurança e o conforto dos moradores.
 
Automação e tecnologia a favor do síndico

Os sistemas de automação predial e residencial estão cada vez mais acessíveis. Hoje, controles que antes dependiam de equipamentos caros podem ser feitos por aplicativos simples, diretamente em um smartphone ou tablet. Monitoramento remoto, relatórios em nuvem e alertas em tempo real já fazem parte da realidade de muitos condomínios – e o síndico que investe nisso ganha agilidade e eficiência na gestão.
 
Gestão de serviços e fornecedores

Segurança, limpeza, manutenção, portaria remota… o condomínio depende de diversos prestadores de serviço. Por isso, organizar cronogramas de tarefas, acompanhar equipes de campo e comparar o desempenho de fornecedores é fundamental. Relatórios periódicos e indicadores claros ajudam o síndico a negociar melhores contratos e manter o padrão de qualidade sem surpresas no orçamento.
 
Consultoria: uma aliada importante

Antes de contratar novos fornecedores, contar com apoio de consultoria ou empresas especializadas pode evitar escolhas equivocadas. Ter acesso a comparativos de preços e diferenciais de cada parceiro dá mais segurança ao síndico e garante melhores resultados para o condomínio.
 
Conclusão

A eficiência na gestão condominial não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para o síndico moderno. Com planejamento, transparência, tecnologia e boas práticas de gestão, é possível reduzir custos, valorizar o patrimônio e, principalmente, proporcionar uma convivência mais harmoniosa e segura para todos os moradores.

Os novos estilos urbanos para moradia, trabalho e lazer

Nas áreas urbanas estão surgindo novos tipos de  empreendimentos multiuso onde se misturam num mesmo condominio desde  apartamentos compactos destinados inclusive ao regime de ocupação temporária, escritórios colaborativos e lojas.

Nestes empreeendimentos as áreas comuns assumem um papel muito diferente na oferta de serviços. Ambientes especialmente projetados para co-working, lazer e entretenimento, fitness e similares passam a fazer parte integrante e essencial para complementar as necessidades dos novos usuários deste tipo de edificação

Isto, além de serviços como lavanderias coletivas, cabeleireiros, cafeterias, locação de bicicletas e de automóveis, para uso esporádico dos seus usuários. 

Assim, de um lado os investidores e incorporadores e, de outro, os usuários, demandam soluções de tecnologia, simples de utilizar e de baixo custo.

Os primeiros precisam obter uma taxa de ocupação satisfatória e uma gestão eficiente. E os usuários desejam segurança, conforto e baixo custo de condominio e de serviços.

Como resolver esta equação?



MORADIA DIGITAL: EQUAÇÃO PARA ABRIGAR MULTIDÕES

Por Alexandre Lafer Frankel
Vice-presidente do Secovi-SP e CEO da Vitacon
O sonho de conquistar uma casa nos moldes antigos pode estar com os dias contados. Parece loucura, mas o fato é que, em um futuro muito próximo, a habitação será vista como um serviço (ou mais uma assinatura paga por mês junto com Netflix, Uber, Ifood, e tantos outros), e não mais como bem patrimonial. Eis o conceito da moradia digital.
Explico. O comportamento das pessoas está mudando em todas as esferas de consumo – transportes, filmes, músicas, roupas e até mesmo móveis. Hoje, todos esses itens são contratados sob demanda, ou seja, como serviço, sem a necessidade da posse do produto.Não poderia ser diferente com a habitação, que vive um dilema insolúvel de déficit global por diversas razões, dentre elas: falta de espaço.
Nesse cenário, as pessoas são forçadas a morar a grandes distâncias dos principais centros urbanos e comerciais, o que demanda horas diárias perdidas no trânsito, ou a pagar fortunas para morar em regiões estratégicas, opção quase nula para a maior parte da população. O fato é que em 2050, segundo a ONU, seremos 2,5 bilhões de habitantes a mais no mundo, sendo que 70% desse total estarão concentrados nas cidades. Isso faz do desenvolvimento urbano e habitacional um dos mais importantes desafios do século 21.
É aí que entra a grande sacadada moradia como serviço: qualidade de vida. Menos tempo gasto com locomoção significa mais tempo para viver bem e melhor. Mais tempo para a família, os amigos e, claro, para si próprio. Esses são itens fundamentais na vida dos millennials e da geração Z. E certamente das gerações que estão por vir.
Para isso, é preciso viabilizar opções de moradia de qualidade próxima do trabalho e dos polos de entretenimento e serviços da cidade, tendo como foco principal a facilidade de locomoção. Com tecnologia e inovação, é possível criar empreendimentos compactos e a preços acessíveis para atender essa demanda, como é o caso do conceito Multi Family, que vem ganhando força no Brasil.
O modelo consiste em disponibilizar unidades imobiliárias residenciais compactas apenas para aluguel e com um sistema de serviços de uso geral, como espaços de coworking, compartilhamento de bicicletas, carros, lavanderias, entre outros. As áreas comuns tornam-se extensões dos apartamentos, possibilitando a interação entre os demais moradores. O formato recupera o clima de vizinhança e é excelente para espantar a solidão tão característica das grandes metrópoles.
Em São Paulo, essa nova forma de viver está dando certo. Em 2018, mais de 20 mil apartamentos com menos de 45 m² foram lançados. Há seis anos, esse número correspondia a pouco mais de sete mil unidades e a participação nas vendas era de 8% do total. Hoje, os apartamentos com esse perfil representam mais de 50% das vendas totais na capital paulista.
Essa tendência caminha em conjunto com o abandono dos carros também pela geração dos millennials, que substituíram a posse dos automóveis por corridas particulares, bicicletas e patinetes que são cobrados por tempo de uso. A lógica da moradia como serviço é a mesma. Ter um lar pra chamar de seu de acordo com as diferentes etapas da vida adulta. É poder fazer a mochila e encontrar outro lar, mais perto do emprego novo ou da pós que acabou de começar.

São Paulo do futuro: o que esperar da metrópole nos próximos anos

Matéria da revista Veja São Paulo em janeiro de 2019 retrata as mudanças esperadas nos próximos anos em função dos avanços tecnológicos para São Paulo mas que podem ser consideradas válidas para todas as grandes metrópoles. Destacamos abaixo aqueles temas diretamente ligados ao setor imobiliário.


COMPRA DE IMÓVEIS. 
Nos últimos anos, a venda de imóveis teve mais baixas do que altas. Em 2018, foram mais de 21 000 novas unidades comercializadas — há uma década, o número ficou na faixa de 36 000. Nesse cenário, as exigências em torno da aquisição passam por aceleradas transformações. Vaga na garagem é uma condição a desaparecer. “Criamos edifícios nos quais só metade das unidades tinha espaço para estacionar, depois reduzimos esse índice para 30% e percebemos que cada vez mais sobram vagas”, afirma Antonio Setin, presidente da Setin Incorporadora. “Desistimos ainda de investir em bicicletários porque a tendência é alugar as bicicletas.” Tamanho também não é mais documento. As pessoas buscam praticidade. O empresário Alexandre Lafer Frankel, da construtora Vitacon, promove a ideia de apartamentos compactos em sessenta prédios lançados desde 2009. O menor dos seus imóveis tem 10 metros quadrados e fica na Rua das Palmeiras, na região central. “O morador se força a sair de casa, conviver em áreas comuns, e isso traz benefícios para sua vida”, acredita Frankel. O negócio dá resultado: a Vitacon teve um crescimento de 57% em 2018.
ALUGUEL DE IMÓVEIS. 
O status de formar patrimônio tornou-se pouco significativo para as novas gerações. Cada vez mais, o lema é ser, viver e dividir experiências. “Da mesma forma que os jovens se interessam menos por carros, é possível que também percam o desejo pela casa própria, porque preferem liberdade e mobilidade”, afirma Danilo Igliori, professor doutor da FEA/USP e presidente do DataZAP, empresa de inteligência imobiliária do ZAP Imóveis. Essa dinâmica começa a ser estudada pelas construtoras. A criação de prédios exclusivos para aluguel deve ser fortalecida — há previsão de lançamento de pelo menos quatro unidades nesse formato por aqui em 2019. Nos Estados Unidos, o Airbnb firmou uma parceria com a incorporadora Niido para construir, até 2020, catorze empreendimentos focados em compartilhamento de lares. Um deles já existe em Nashville, no Tennessee. 
ÁREAS COMPARTILHADAS. 
Apartamentos grandes geram trabalho e despesas sem sentido. “Se a máquina da lavanderia geral quebrar, será uma despesa do condomínio e não vai impactar o seu bolso da mesma forma que o conserto da sua”, exemplifica Antonio Setin. A empresa que ele preside é responsável por apartamentos de 18 a 49 metros quadrados no centro. Eles, no entanto, dispõem de piscina, cozinha, academia, sala de jogos, churrasqueira, bicicletário e escritório para todos. O mesmo vale para os carros comuns ao condomínio. Basta reservar o veículo e depois devolvê-lo, sem a preocupação com as despesas de quem é um proprietário. Hortas comunitárias aparecem igualmente como tendência. E, ainda nessa onda da natureza, vale dizer que os tetos verdes e jardins verticais despontam como opções de sustentabilidade e beleza.
COWORKING. O compartilhamento de espaço e recursos também será cada vez mais a tônica dos escritórios. Segundo a Ancev, associação nacional do segmento, a capital possui 300 coworkings. A empresa americana WeWork chegou a São Paulo em 2017. As facilidades oferecidas em suas instalações incluem sala de jogos, cabines para ligações privativas e espaço com manicure e massagista. Depois de se instalar nas avenidas Paulista e Faria Lima, o negócio cogita investir na revitalização das regiões da Luz, do Bom Retiro e dos Campos Elíseos. “Em Nova York e Los Angeles, verificamos o impacto econômico ao trazer novas pessoas, empresas e atividades econômicas para os bairros em que nós nos instalamos”, conta Hugo Silveira, diretor de comunidade do negócio por aqui. Com o avanço da tecnologia, que torna dispensável o deslocamento do funcionário até a sede do trabalho, o chamado home office também está em alta.

Moradias Modernas

As mudanças nos conceitos de moradias urbanas estão se acentuando nos ultimos anos. No caso especifico do municipio de São Paulo algumas alterações importantes no proprio Plano Diretor tem incentivado a construção de novos empreendimentos em áreas especificas da cidade.

Boa parte destes empreendimentos são apartamentos compactos destinados inclusive ao regime de ocupação temporária, onde as áreas comuns assumem um papel muito diferente na oferta de serviços. Ambientes especialmente projetados para co-working, lazer e entretenimento, fitness e similares passam a fazer parte integrante e essencial para complementar as necessidades dos novos usuários deste tipo de habitação.

Isto, além de serviços como lavanderias coletivas, cabeleireiros, cafeterias, locação de bicicletas e de automóveis, para uso esporádico dos moradores.

Estas mudanças devem ser acompanhadas pelo uso intensivo de tecnologias para permitir que seus moradores gozem da necessária segurança e conforto. Mas, além disso, os empreendimentos precisam ter uma operação eficiente para garantir retorno adequado aos incoporadores e àqueles que se ocupam da sua gestão de forma continuada. Equipamentos de automação conectados a sistemas de gestão na nuvem, entre outras soluções emergentes vão ser essenciais neste sentido.

Para completar as informações contidas neste breve artigo, sugerimos assistir ao video abaixo


Além disso, uma matéria recente da revista VEJA SÃO PAULO cita as mudanças que estão ocorrendo em uma das áreas atualmente mais disputadas da cidade pelos investidores do mercado imobiliário. Este artigo pode ser lido no link a seguir  http://www.predioeficiente.com.br/reboucas.pdf